Crítica: “7 Desejos”

A perda da mãe de forma trágica. A complicada convivência com o pai. O primeiro amor não correspondido. O bullying na escola. Esses são os elementos principais da vida nada atrativa de Clare Shannon (Joey King).

A protagonista de “7 Desejos” (Wish Upon) – que tem John R. Leonetti (de “Annabelle”, à frente da direção) – vê tudo à sua volta mudar radicalmente quando seu pai Jonathan (Ryan Phillippe) – que desde que a esposa Johanna (Elisabeth Röhm) se enforcou na própria casa, sustenta a família com a venda de sucatas e se tornou um acumulador compulsivo, – encontra um bonito artefato com inscrições em chinês: uma antiga e aparentemente inofensiva caixa de música, e decide dar de presente à filha.

Clare descobre que os escritos referem-se à promessa de se realizar sete desejos e, mesmo sem nenhuma crença real, pede que sua maior rival no colégio, Darci Chapman (Josephine Langford) apodreça – o que acontece de forma literal, na manhã seguinte ao pedido.

Entusiasmada (até demais) com a nem tão feliz “coincidência”, a jovem segue desejando coisas que lhe sejam benéficas – o que não chega a ser uma ideia tão absurda, no final das contas, e usufruindo de todas as regalias de cada realização. Tudo seria fácil, se não houvesse um alto preço a se pagar: a cada pedido concedido, um pagamento em sangue é cobrado, o que acontece bem explicitamente também.

Apesar de nadar no poço das obviedades, a proposta geral da produção até que é interessante, e traz à tona uma ambição inerente a todo ser humano: encontrar o êxito em todas as áreas da vida de forma simples, rápida e eficaz. O filme tenta mostrar o lado negativo que o alcance desse objetivo poderia trazer, mas o grande problema é que não é competente ao fazê-lo.

É claro que para se aproveitar um longa do gênero (terror estrelado por adolescentes) é necessário abrir mão de vários pensamentos lógicos e deixar passar alguns “furos” – principalmente de roteiro. Mas quando isso se torna muito visível, a ponto da plateia se apegar a essa falhas, é porque alguma coisa não saiu como esperado.

Duas coisas merecem mais destaque (negativo, é verdade): a sequência final, que é a última pá de cal sobre a paciência – se é que restou alguma – dos espectadores, e a possibilidade de uma continuação – já que uma rápida cena adicional deixa essa inaceitável ponta solta.

por Angela Debellis

Filed in: Cinema

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