Crítica: “A Criada”

A Criada pôster crítica“A Criada” (The Handmaiden) é uma produção sul coreana que transita entre o melodrama e o suspense. A trama levanta temas como a chantagem, a mentira e a sedução.

Apesar de ser carregado de atitudes ruins praticadas pelo ser humano, o filme baseado em ritos sociais que mostra a decadência da nossa raça, é humanizado pelo diretor com os papéis de duas mulheres de classes sociais completamente distintas, através do amor, mostrando que este sentimento não tem nacionalidade, etnia, credo, preocupação socioeconômica, e, principalmente, orientação sexual.

O longa-metragem é uma adaptação do romance japonês publicado por Sarah Waters (2002), “Ponta dos Dedos”. Nele é recriado o período da ocupação da península coreana pelo Japão, na década de 1930. O novo drama do cineasta Chan-wook Park (diretor de Oldboy), apresenta a história Sook-Hee (Kim Tae-ri), uma criada contratada para servir Lady Hideko (Kim Min-Hee), japonesa aristocrata que herdou os bens de sua tia e leva uma vida reclusa ao lado de seu tio autoritário, que pretende casar-se com ela para ter posse de sua herança.

Sook-Hee trabalha na verdade para Fujiwara (Jung-woo Ha). O plano inicial é que a empregada mantenha tudo sob controle para que o falso conde possa seduzir Hideko e finalmente ficar com seu dinheiro. Está tudo se encaminhando bem, quando um único e fundamental fator faz o planejamento perder o rumo: a paixão proibida entre a Lady e a criada.

Dividido em três partes, o filme é composto por várias camadas de informações que se completam ao decorrer da história, é preciso muita atenção e fôlego – afinal sua duração é de 144 minutos. É tão bem feito, que no momento que você pensa que entendeu tudo e desvendou todos os mistérios que a trama carrega, vem o diretor e puxa seu tapete. Você com certeza será surpreendido novamente. Aceite!

Os movimentos de câmera elaborados; o visual excêntrico; a combinação dos gêneros que destoam entre o suspense gótico e o drama erótico e as situações mais esquisitas e desconfortáveis levantadas pela trama dão ênfase às características peculiares de filmografia do diretor.

Vencedor de 37 prêmios internacionais, entre eles o prêmio de direção artística no festival de Cannes 2016, Seleção Oficial dos Festivais de Toronto, Karlovy Vary e Sydney 2016, além de ser o grande vencedor do prêmio de Melhor Filme Internacional pelo público na 40ª edição da Mostra Internacional de Cinema de São Paulo.

Vale a pena conferir!

por Caroline Lima – especial para A Toupeira

Filed in: Cinema

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