Crítica: “A Mulher Invisível”

Embora com o advento da tecnologia a facilidade em se manter relações tenha aumentado consideravelmente (vide o momento de pandemia pelo qual passamos, durante o qual conseguimos nos comunicar através da Internet com quem está isolado longe de nós), não é tão difícil encontrar alguém que às vezes se sinta como se fosse invisível.

Esse sentimento – levado ao pé da letra – é o mote central de “A Mulher Invisível” (Above the Shadows), drama romântico com toques de fantasia que chega à plataforma Cinema Virtual. A narrativa do longa dirigido e roteirizado por Claudia Myers, nos apresenta Holly (Olivia Thirlby) jovem que, de maneira inexplicável, deixa de existir aos olhos de quase todas as pessoas do mundo – inclusive de seu pai e irmãos, após o falecimento de sua mãe, Victoria (Maria Dizzia).

Na posição de irmã do meio, Holly não tem um bom relacionamento com sua irmã mais velha Vanessa (Justine Cosonas) – cuja preocupação com a própria aparência beira o doentio – e com Troy (Owen Campbell), o irmão caçula que pouco gosta de interagir com os demais membros da família; enquanto seu pai Paul (Jim Gaffigan) mantém uma posição de certo distanciamento, que muitas vezes pode ser confundido com pouco interesse pela vida cotidiana da filha.

A única com quem a garota se dá bem é sua mãe, cuja vida é ceifada precocemente devido a um quadro agressivo de câncer. É a partir daí que tudo para Holly vai mudar drasticamente, com a percepção de que sua existência foi simplesmente apagada da memória de todos de um minuto para outro.

A história tem um salto de alguns anos e mostra a nova rotina adotada pela jovem que, graças à tecnologia – e ao fato de continuar tendo total controle sobre a manipulação de objetos em geral -, consegue arrumar um emprego como fotógrafa de celebridades flagradas em momentos que não deveriam ser expostos (entenda-se algo como um paparazzo no pior sentido da expressão), cuja função de conseguir fotos exclusivas lhe permite trabalhar “nas sombras” do anonimato.

Dentre os famosos que tiveram a prova de sua infidelidade estampada nas capas dos jornais, está o ex-lutador de MMA Shayne Blackwell (Alan Ritchson), que vê sua carreira e vida pessoal desmoronarem após o registro fotográfico de Holly, perdendo contratos milionários e sendo abandonado pela namorada Juliana (papel de Megan Fox). E, é justamente ele, a única pessoa que consegue ver e ouvir a jovem.

Tal fato inesperado faz com que a protagonista passe a acreditar que tem algum tipo de resgate moral a ser feito, que se ela ajudar Shayne a se reerguer, é possível que sua vida volte ao normal e ela possa ser vista novamente por todos.

Daí pra frente, os acontecimentos são bastante previsíveis – o que não chega a ser demérito algum em produções desse tipo – mas, a dúvida sobre o que aconteceu para causar a invisibilidade de Holly permanece até os momentos finais e, confesso que nesse meio tempo, eu cheguei a criar as mais diversas teorias para explicar seu desaparecimento.

Em títulos que flertam de modo tão direto com a fantasia, é necessária a suspensão da crença para que possamos embarcar na história. E a fluidez com que a trama de “A Mulher Invisível” é levada, consegue cumprir bem esse requisito.

Vale conferir.

por Angela Debellis

*Título assistido via streaming, a convite da Elite Filmes.

Filed in: BD, DVD, Digital

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