Crítica: “A Série Divergente: Convergente”

Convergente pôster Nacinal críticaPor si só, a saga Divergente não traz nada de novo para o cinema, apenas entretenimento e diversão para quem curte ficção científica e sagas adolescentes, como “Crepúsculo” e “Jogos Vorazes”. Mesmo sendo cadenciado demais em alguns momentos, “Convergente”, longa que começa a contar a conclusão da história de Tris (Shailene Woodley) nas telonas, é o mais regular da franquia até aqui.

Isso se deve ao fato de conseguir se manter firme na maior parte do tempo, com boas cenas de ação. Se nos dois primeiros filmes tudo é contado de forma arrastada e cansativa, pelo menos agora o enredo parece ser mais direto e objetivo.

Entre os destaques, está apenas a inclusão de Jeff Daniels, que vive David, o líder de uma sociedade escondida atrás do muro que divide Chicago. Convincente em seu papel, o ator se mostra seguro ao mostrar as nuances de um estrategista meticuloso.

Na história, depois dos acontecimentos de “Insurgente”, Tris, Quatro e Prior tentam sair de Chicago e encontrar uma solução pacífica para os conflitos que atormentam o mundo. Determinados em sua missão, os protagonistas devem decidir em quem confiar numa batalha que promete abalar a humanidade.

É verdade que a trama dirigida por Robert Schwentke é envolvente, mas não esconde o maior pecado da franquia como um todo: não trazer nada de inédito para o público. Mais uma vez vemos um cenário pós-apocalíptico (o que pode ser uma clara influência de “Mad Max”) e heróis que se rebelam contra um sistema retrógrado e autoritário, como em“Admirável Mundo Novo”,“Matrix”, “A Ilha” etc.

Outro problema do novo filme está na protagonista, infelizmente. Mesmo melhorando no final, Shailene Woodley traz na maior parte do tempo uma atuação fria, quase sem emoção, o que não permite ao público criar uma empatia maior com a personagem. Em compensação, Theo James é eficiente e dedicado ao interpretar o valente Quatro.

Quem é fã da série tem bons motivos para ir ao cinema, pois o longa cumpre sua proposta de entreter. No entanto, as virtudes param por aí. “A Série Divergente: Convergente” é mais um produto de uma indústria cinematográfica, que se mostra repetitiva há um bom tempo.

por Pedro Tritto – especial para A Toupeira

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