Crítica: “AK-47 – A Arma que mudou o Mundo”

Filmes de Segunda Guerra Mundial estão longe de ser uma novidade, a indústria de cinema norte americano já foi bombardeada por dezenas de produções com essa temática, entretanto quando olhamos para o cinema europeu, conseguimos ver uma abordagem totalmente nova e interessante desse período tão explorado pelos cineastas estadunidenses.

A AK-47 talvez seja arma da categoria fuzil de assalto mais conhecida e reconhecível no mundo, com cerca de 100 milhões de unidades produzidas, acabou se popularizando pela facilidade de seu manuseio e sua confiabilidade em campo de batalha. Na cultura pop, é extremamente recorrente, aparecendo em filmes, séries, documentários e, principalmente, em jogos de tiro em primeira pessoa.

O longa russo “AK-47 – A Arma que mudou o Mundo” (Kalashnikov) traz a proposta de contar a história do homem que projetou essa arma e como foi o processo para que ela se tornasse o armamento oficial do exército soviético durante o período da Guerra Fria.

Na trama acompanhamos Mikhail Kalashnikov (Yuriy Borisov), um jovem soldado soviético que foi gravemente ferido em meio a uma batalha no ano de 1941, durante a Segunda Guerra Mundial. Durante o conflito, Mikhail percebe o quanto as armas de fogo utilizadas pelo exército vermelho carecem de confiabilidade e acredita que pode construir uma arma melhor para as forças armadas da União Soviética utilizarem em combate.

Com essa premissa, vemos como Kalashnikov foi construindo carreira como projetista de armas, mesmo sem ter qualquer instrução técnica para isso Em meio à trama, temos vislumbres de sua infância, que mostram que desde muito jovem, Mikhail já se mostrava curioso no mecanismo de funcionamento de uma arma de fogo.

Outro aspecto importante a ser citado é a forma romanceada e resumida como a vida história pessoal do protagonista é contada: apesar de pouco acurada em representar a vida do projetista, a trama compensa com eventos históricos e políticos reais bem representados.

Embora seja um filme ambientado no fim da Segunda Guerra Mundial e no início da Guerra Fria, o filme não conta com grandes cenas de ação. A direção tomada pela narrativa é focada em mostrar os conflitos pessoais de Kalashnikov e sua persistência em construir um armamento melhor para o exército soviético. Esse elemento abre a possiblidade de conhecermos como era o processo de criação, produção e incorporação de armamentos no auge da União Soviética.

Toda a construção de época do drama biográfico é muito competente para sua proposta, assim como o design de produção. As atuações dos atores também cumprem seu papel, apesar do roteiro não exigir grande profundidade emocional da personalidade dos personagens.

Em termos gerais “AK-47 – A Arma que mudou o Mundo” – que está disponível no Cinema Virtual – é um bom filme inspirado em fatos históricos. Ele tem méritos por fugir dos clichês dos títulos do gênero do cinema norte-americano e por conduzir sua trama de uma forma bem interessante. Porém, é nítido o fato de que se tivesse um orçamento mais robusto, provavelmente o roteiro aproveitaria mais o período no qual a trama está inserida.

por Marcel Melinsk – especial para A Toupeira

*Título assistido via streaming, a convite da Elite Filmes.

Filed in: BD, DVD, Digital

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