Crítica: “Angry Birds”

Angry Birds pôster nacional oficial críticaO mérito de “Angry Birds” (Angry Birds) começa com o fato de transformar um jogo de temática simples – passarinhos têm como objetivo resgatar seus ovos que foram roubados por porcos – em uma proposta para o cinema. Por sua base tão acessível, a animação não surpreende pelo roteiro, mas pela qualidade da junção de cenas, elementos e diálogos sem muitas reviravoltas.

Na trama, somos apresentados ao pássaro Red (vozes de Jason Sudeikis no original e Marcelo Adnet na versão nacional), que enfrenta problemas de convívio na ilha em que vive, por seu temperamento tempestuoso – o que lhe rende uma “punição”: frequentar um curso para controle da raiva.

É neste cenário que conhecemos os outros protagonistas: Chuck (Josh Gad/Fábio Porchat), cujos pensamentos e ações são executados em velocidade acelerada e Bomba (Danny McBride/Mauro Ramos), que ao passar por situações inesperadas, explode – literalmente. Há ainda Matilda (Maya Rudolph/Dani Calabresa), instrutora do curso, cuja aparente calma inabalável é colocada à prova em diversas situações.

A ação tem início com a chegada de dezenas de porcos à ilha, sob a velha ótica de “Viemos em paz”. Com uma boa conversa, o oferecimento de festas e auxílio em pequenas coisas do cotidiano, o que começou como uma visita se torna uma estadia prolongada, que guarda em seus bastidores, uma intenção pouco louvável: roubar todos os ovos da ilha.

Quem espera por cenas que remetam ao visual do jogo pode comemorar. Há várias referências e sequências inteiras que dão ao espectador a sensação de estar olhando para uma grande tela de celular – plataforma na qual os passarinhos são mais populares.

E por falar em referências, há uma cena em especial que deve fazer os fãs de terror clássico darem muita risada ao identificar duas aclamadas – e temidas – crianças.

Destaque para a excelente trilha sonora e para a dublagem nacional. Fazendo uso de seu talento cômico, o trio Adnet/Calabresa/Porchat encontra o tom de seus personagens e torna o texto na versão brasileira engraçado e interessante.

Mauro Ramos e Guilherme Briggs são veteranos da dublagem e entregam ótimos trabalhos. Já os muito comentados “Irmãos Piologo” – Rodrigo e Ricardo, e a youtuber Pathy dos Reis, se não comprometem, também não impressionam – uma vez que quase não têm falas.

A porta para uma suposta sequência foi aberta. Resta saber se há criatividade para uma nova história – sem recorrer aos mesmos artifícios desta bem-sucedida estreia nas telonas.

Vale conferir.

por Angela Debellis

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