Crítica: “Animais Fantásticos e onde habitam”

animais-fantasticos-poster-final-criticaQuando os créditos finais de “Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2” tomaram as telas de cinema há cinco anos, a despedida do universo mágico criado por J. K. Rowling em uma saga de sete livros (que se transformaram em oito filmes) estava decretada. E os fãs que acompanharam a trajetória do “menino que sobreviveu” encerravam um ciclo.

Com grande alegria e surpresa, em 2013 foi recebida a notícia de que ainda havia magia a ser mostrada e que uma adaptação de “Animais Fantásticos e onde habitam” (Fantastic Beasts and where to find them) estava ganhando forma sob a direção de David Yates, que também esteve à frente dos quatro últimos filmes da franquia anterior.

Na história, passada em 1926, na cidade de Nova York – 70 anos antes de Harry Potter iniciar seus estudos – o protagonista é Newt Scamander (Eddie Redmayne mostrando porque foi o primeiro e único ator a ser cogitado para o papel), magizoologista preocupado em resgatar, cuidar e preservar os tais animais fantásticos do título, fontes de inspiração para seu livro – que anos mais tarde se tornaria leitura obrigatória em Hogwarts.

Com uma missão bastante singular, o britânico começa a viver uma inesperada aventura assim que desembarca em solo americano, com a fuga de um pequenino e sagaz “Pelúcio”, a primeira, de muitas criaturas que serão mostradas durante o filme.

Se Hermione Granger tinha uma pequenina bolsa na qual cabiam incontáveis objetos, Newt carrega consigo uma maleta de aparência bastante comum, mas que guarda dentro de si uma das mais bonitas criações da autora da saga. E apesar de não ser uma grande apreciadora de 3D, dessa vez fiquei realmente feliz com seu uso, que proporciona uma enriquecedora experiência aos espectadores.

Paralela à trama dos animais, acontece outra bem menos “encantadora”: a comunidade mágica está sob grande ameaça e uma iminente guerra entre bruxos e não-majs – os tão conhecidos “trouxas” – é dada como certa. Nesse núcleo, vale destacar as atuações de Colin Farrell como Percival Graves e Ezra Miller no papel de Credence. Já ao lado de Newt, estão três personagens que devem conquistar a plateia sem esforço: as irmãs bruxas Porpentina (Katherine Waterson) e Queenie Goldstein (Alison Sudol) e o “não maj” Jacob Kowalski (Dan Fogler).

Com louvável eficiência, a produção consegue abraçar dois públicos distintos: os que conhecem a obra original na qual é baseada e os que somente agora se interessam pelo tema. Aos primeiros, cabe encontrar referências – às vezes mínimas – e sentir a mesma emoção de anos atrás (cuja chama reacende em segundos, com o logo da Warner e os memoráveis acordes de “Hedwige’s Theme”, composta por John Williams). Aos outros, é a chance de começar com chave de ouro sua jornada pelo caminho da magia, com um roteiro de fácil entendimento e que prende a atenção desde o início.

O longa que ainda conta com uma bela trilha sonora composta por James Newton Howard não tem nenhuma cena adicional e termina em aberto, dando espaço para a chegada das – até aqui – quatro continuações confirmadas pela própria J. K. Fica a sugestão para quem, assim como eu, não se importa com spoilers: dê uma chance às ótimas surpresas que a narrativa reserva.

Imperdível.

por Angela Debellis

Filed in: Cinema

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