Crítica: “Armadas e Perigosas”

Talvez o maior mérito da indústria do entretenimento seja sua capacidade de oferecer um ponto de fuga da realidade, no qual é possível nos abrigar quando parece necessário apenas passar um tempo despreocupado, durante o qual repomos parte de nossa energia – normalmente drenada pela rotina da vida real.

Para esses momentos, filmes como “Armadas e Perigosas” (Bad Grandmas) são os mais indicados. Com uma história simples – que não apresenta elementos inéditos, mas que flui com extrema competência – o longa de 2017, dirigido por Srikant Chellappa, consegue atrair a atenção do público desde o início.

A comédia que está disponível no Cinema Virtual nos apresenta o quarteto formado por Mimi (Florence Henderson), Bobbi (Susie Wall), Coralee (Pam Grier) e Virginia (Sally Eaton), amigas de longa data que se mostram bastante solícitas (até em demasia!) quando necessário, a fim de ajudar umas às outras – justamente como todo bom amigo deve ser.

A trama gira em torno dos fatos inesperados que se avolumam após o assassinato acidental de Jim (David Wassilak), ex-genro de Bobbi. O agente de seguros de índole duvidosa, que almejava tirar a casa de sua ex-sogra depois do falecimento de sua esposa, não contava com a lealdade de Mimi, que não hesita em tentar ajudar a amiga a manter sua residência.

Embora não conte com cenas capazes de provocar gargalhadas, a produção é divertida à sua maneira. É engraçado ver as senhoras planejando como dar sumiço no corpo de Jim (inclusive com a muito pertinente justificativa de uma delas assistir à série “Dexter”) e lidarem de maneira tão trivial com a morte – não só desse personagem.

O mais interessante é perceber como nos parece improvável e ao mesmo tempo como é incrível manter amizades por toda a vida. Existe uma cumplicidade, uma confiança entre elas, que poucas vezes conseguimos encontrar no decorrer de nossa história. E, ainda que tenham uma idade mais avançada, esse relacionamento longevo consegue dar às personagens a jovialidade necessária para convencer o espectador.

Existe espaço para o que poderia ser um ponto mais voltado ao drama familiar de uma delas, mas assim como é rapidamente apresentado, também é resolvido de maneira definitiva, o que pouco acrescenta e em nada interfere na história.

Quem espera por um filme que proporcione riso fácil e constante, pode se decepcionar ao término da exibição. Mas se você procura por 92 minutos de puro entretenimento descompromissado, essa pode ser uma boa opção.

por Angela Debellis

*Título assistido via streaming, a convite da Elite Filmes.

Filed in: BD, DVD, Digital

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