Crítica: “Capitão América: Guerra Civil”

Capitão América Guerra Civil pôster oficial críticaÉ provável que a grande maioria dos fãs de quadrinhos de heróis, já tenha sido questionada em algum momento sobre o aparente “exagero” das adaptações cinematográficas e até que ponto o interesse por elas se mantém intocado. Para essas pessoas, a boa notícia é que a relação estabelecida entre as telonas e as HQ’s mostra sinais claros de estar bem longe de acabar!

“Capitão América: Guerra Civil” (Captain America: Civil War) é um sucesso em todos os sentidos. Ao adaptar um dos arcos mais bacanas das revistas do gênero, de maneira que as óbvias mudanças não sejam uma afronta a quem leu a obra original e ganhe a simpatia de quem só agora terá acesso à história é um mérito a ser muito celebrado.

Como já foi visto nos vários trailers, vídeos e artes do filme, o ponto central da trama é a “quebra” dos Vingadores, que agora formam dois grupos defensores de ideias opostas. Enquanto Tony Stark/Homem de Ferro (Robert Downey Jr) aceita o fato de se submeter a normas impostas pelo governo para executar futuras missões, Steve Rogers/Capitão América (Chris Evans) permanece acreditando na liberdade de ação dos heróis, apesar das inevitáveis perdas – humanas e materiais – no meio do caminho.

Essa é a justificativa para o surgimento de novos – e absolutamente bem-vindos – nomes à história: T’Challa/Pantera Negra (Chadwick Boseman, perfeito para o papel) é um dos personagens mais incríveis já vistos nas produções da Marvel. Tudo nele funciona, desde sua origem como príncipe herdeiro de Wakanda à explicação de seu traje e atitudes como mascarado.

Ao lado dele, quem também faz sua estreia na saga é um certo nerd adolescente do Queens… Peter Parker/Homem-Aranha (Tom Holland, mostrando a que veio) talvez seja a melhor aquisição do panteão de heróis nos últimos tempos. Se havia algum temor sobre a escolha de mais um ator para interpretar o festejado (e amado) personagem, basta um segundo na tela para que o público já aceite o novo rosto e vista mais uma vez a camisa do “Amigão da Vizinhança”.

Como já é de praxe nos filmes da Marvel, as cenas de lutas são extremamente convincentes. E mesmo com tantos personagens em ação simultânea, é nítida a competência em se dar a devida relevância a todos. A íntegra da sequência do aeroporto – vista rapidamente em um dos trailers – é a que tem os melhores diálogos e surpresas do longa.

E por falar em surpresas, prepare-se porque há muitas. Daquelas que, mesmo sem sentir, é capaz de você se pegar aplaudindo em alto e bom som (o que deve estar acontecendo com o espectador da cadeira ao lado ao também!).

Entre os inúmeros destaques, a divertidíssima participação do Scott Lang/Homem-Formiga (Paul Rudd) e o retorno de Bucky Barnes/Soldado Invernal (Sebastian Stan). Sem contar a sempre aguardada presença de Stan Lee…

Além do conflito central, há diversas sub-tramas que merecem atenção. Cada pequeno detalhe se mostra uma peça importante no grande quebra-cabeças que vemos em 2h28 de filme, e se a princípio essa duração pode parecer exagerada, a empolgação do público quando surgem os créditos na telona provam o quão acertada foi a escolha por uma produção “longa”.

Imperdível.

por Angela Debellis

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