Crítica: “Chernobyl: O Filme”

“Chernobyl: O Filme” (Kogda Padali Aistyque) nos mostra outra visão do acidente atômico que acometeu a nação russa em 1986, e que até hoje é uma referência sobre o descaso do governo para com sua população.

No drama histórico, a trama não é centrada apenas na tragédia da usina nuclear de Chernobyl, mas nas relações humanas que existiam e como o caso foi tratado pela autoridade russa na época.

A trama gira em torno do bombeiro Alexey Karpushin (Danila Koslovsky, que também dirige o longa), um prestador de serviços na usina, e a jovem Olga Savostina (Oksana Akinshina), mãe do pequeno Alex – que, por sinal, é o filho desconhecido deste oficial de segurança que descobre sua paternidade, mas que mesmo assim continua ausente, mas desta vez consciente do fato.

Vemos as ruas da cidade cheias de vida e cada pessoa com seus afazeres diários até que um dia a explosão de um dos reatores nucleares da usina muda tudo.

Como ninguém sabia o que estava ocorrendo, o corpo de bombeiros é acionado para controlar as chamas, mas o vazamento radioativo é forte, começa a contaminar quem estiver mais próximo, e com o tempo, chega até pessoas comuns.

A evacuação da área próxima começa, mas o representante do governo está mais preocupado em conter as informações desastrosas para o partido. Precisando de voluntários para tentar parar o vazamento radioativo, oferece àqueles que sobreviverem, um apartamento na capital Moscou.

Começa a desesperada ação de voluntários que enfrentam uma área inundada para tentar drenar a água contaminada e quente e fechar de vez o reator. A tarefa é difícil e talvez nem todos saiam vivos.

O interessante desta obra roteirizada por Elena Ivanova e Aleksey Kazakov é o fator humano colocado como aspecto principal, o que ajuda na criação de um vínculo emocional com a tragédia e os horrores que ocorreram.

Temos a visão de uma sociedade onde os bens são escassos e o escambo é a única forma de se conseguir bens que no ocidente são comprados em qualquer loja, como uma simples câmera de vídeo. Mas tudo escondido, pois o governo não deve saber que este tipo de transação de produtos do capitalismo existe.

É importante que você ao ver este filme tenha noção que as cenas serão fortes (e as emoções também) e que o perigo de um desastre nuclear não é exclusividade da antiga União Soviética, vivemos esta situação todos os dias no mundo.

Vá ao cinema preparado para outra visão de um dos desastres mais terríveis do século passado e, ao final, aguarde para ver algumas imagens da época com os voluntários reais que fizeram parte desta tragédia.

por Nick Laureatte – especial para A Toupeira

*Título assistido em Cabine de Imprensa Virtual promovida pela Paris Filmes.

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