Crítica: “Com Amor, Scott”

Documentar a rotina de alguém pode parecer uma tarefa simples, mas, se levar em conta que histórias de vida carregam traços marcantes de realidade, torna-se então um trabalho árduo e de grande responsabilidade emocional.

“Com Amor, Scott” (Love, Scott) conta a história de Scott Jones, um jovem canadense que foi brutalmente atacado em 2013, por um homem que o esfaqueou, deixando-o paraplégico.

A obra dirigida por Laura Marie Wayne com a produção de Annette Clarke, tem como objetivo retratar uma rotina de superação diária, pois, Scott, infelizmente não andará nunca mais, de modo que seu dia a dia se baseia em construir uma nova vida, tentando não perder a esperança.

Além de trazer para as telas um exemplo de superação, o documentário traz à tona outra realidade latente nos dias de hoje: Scott é gay e o ataque que sofreu em 2013 foi justamente por conta de sua orientação sexual.

Um homem de caráter homofóbico atacou Jones a golpes de faca, na esquina de um bar onde ambos estavam com amigos. O caso veio a público, sendo noticiado no mundo todo, mas com o passar do tempo, caiu no esquecimento.

“Com amor, Scott” vem para deixar registrado esse crime que acontece com frequência na vida de outros jovens homossexuais, pelo mundo afora, ressaltando a importância de não se deixar abalar e nem perder as esperanças. Durante o filme, nota-se o quanto Scott se dedica a praticar novas atividades, como por exemplo, cantar, ler, fazer piquenique com sua família, mas, acima de tudo, se movimentar.

Scott Jones é um exemplo a ser seguido por sua garra, motivação, atitude e principalmente por seu caráter tão humanitário. Ao relembrar a violência que sofreu, Scott em nenhum momento demonstra raiva, ódio ou medo de seu agressor. Pelo contrário, ele diz que o perdoa e que existem muitas pessoas como ele no mundo.

Os produtores e roteiristas foram extremamente cuidadosos durante o processo de desenvolvimento do projeto, deixando toda superficialidade de lado e dando espaço apenas para Scott ser quem ele é, o que ficou nítido em todos os momentos. A direção de Laura Marie também foi muito bem elaborada, soando organicidade no documentário, que em determinado momento parece ser algo caseiro, de tão simples e objetivo.

Vale ressaltar que, em nenhum momento a produção faz ideologia a nenhuma bandeira, seja ela contra a violência ou a homofobia, ao contrário, o documentário é inteiramente neutro e subliminar, de modo que toda conclusão ou entendimento a partir dele, será apenas fruto das ideologias dos espectadores.

Uma ótima opção para quem busca outras alternativas, seja na vida real ou no que é apresentado em tela. Disponível no Cinema Virtual.

por Pompeu Filho – especial para A Toupeira

*Título assistido via streaming, a convite da Elite Filmes.

Filed in: BD, DVD, Digital

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