Crítica: “Creed II”

Pouco mais de três anos após a estreia de “Creed” nos cinemas brasileiros, Michael B. Jordan está de volta aos ringues na telona. Mantendo a mesma qualidade de seu antecessor, “Cred II” traz um protagonista mais maduro – seis anos se passaram entre as narrativas -, com uma carreira já estabelecida no mundo do boxe, mas que ainda luta arduamente para encontrar a si mesmo.

Ao tornar-se campeão mundial dos pesos pesados, Adonis Creed se verá diante do maior desafio de sua trajetória profissional: aceitar a luta proposta por Viktor Drago (Florian Monteanu), lutador russo que, não só foi treinado, como é filho de Ivan Drago (Dolph Lundgren), algoz de Apollo Creed no longa “Rocky IV”.

Assim como no longa anterior, apesar da óbvia importância das sequências passadas no ringue, há muito mais a se contar: o passo decisivo a ser dado no relacionamento de Creed e Bianca (Tessa Thompson), as surpresas que a vida coloca em nossos caminhos, as lutas diárias que devem ser travadas para que nos mantenhamos em pé, diante de fatos nem sempre favoráveis.

É aí que vemos a importância do veterano Rocky Balboa (Sylvester Stallone), que consegue aliar a competência como treinador à sabedoria daquele que seria, talvez, o mais próximo de uma figura paterna. Em ambas as situações, o personagem se sai bem e conquista o público com facilidade.

Quanto à parte das lutas, não chega a ser surpresa a qualidade apresentada no filme, seja visual ou emocionalmente. De um lado do ringue, o emocional de um lutador levado ao extremo ao colocar-se frente a frente com o herdeiro do homem que tirou a vida de seu pai; do outro, um desafiante frio que parece tencionar apenas a vitória, não importando os meios necessários para alcançá-la.

O tiro certeiro (ou o nocaute, nesse caso) da produção dirigida por Steven Caple Jr. é mostrar que todos os personagens – sejam os de maior destaque ou os coadjuvantes – têm um papel importante, algo a acrescentar, além do que vemos em um primeiro instante. São histórias pessoais que podem modificar até mesmo a maneira como encaramos determinadas atitudes, fazendo com que a plateia acabe revendo seus conceitos iniciais e possa, até mesmo, chegar às lágrimas.

Vale dizer que há detalhes que podem passar despercebidos para quem não acompanhou a saga de Rocky, mas que devem agradar os fãs da franquia. Assim como cabe destacar a beleza silenciosa de uma cena no interior da academia na qual Creed treina, envolvendo três gerações de maneira singela e emocionante.

Atendendo tanto a quem busca um bom filme de boxe, quanto àqueles que querem uma história mais densa, “Creed II” se estabelece como uma das grandes pedidas para esse primeiro mês de 2019.

Imperdível.

por Angela Debellis

Filed in: Cinema

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