Crítica: “Crô em Família”

Depois de sete anos de sua primeira aparição na TV, como integrante do elenco da novela “Fina Estampa”, é possível afirmar que muita (muita mesmo) coisa mudou no mundo, desde a apresentação do mordomo Crô (interpretado por Marcelo Serrado).

Para enxergar a graça em “Crô em Família”, sua segunda incursão no cinema – a primeira foi em 2013 -, é preciso não se prender apenas à sua orientação sexual – que por sinal, na produção é encarada com toda naturalidade que o assunto merece, mas infelizmente, nem sempre alcança. O protagonista é divertido e interessante por sua essência, não por atitudes que podem ser consideradas exageradas (no mau sentido) por alguns.

Por falar em exagero, é preciso ressaltar o óbvio fato de que há – e sempre haverá – figuras que divergem de nossas opiniões ou posturas e isso não deveria ser motivo para inferiorizar ninguém. Dito isso, vamos ao filme:

Na trama escrita por Aguinaldo Silva e dirigida por Cininha de Paula, Crô (Marcelo Serrado) está em pleno processo de separação de seu companheiro Zarolho (Raphael Viana), com quem disputa a guarda da pequena Louise (uma estilosa e muito fofa cadelinha). Fragilizado pela situação adversa, ele torna-se uma alvo fácil para a pouco profissional jornalista Carlota Valdez (Monique Alfradique) e seu desnecessário – mas muito popular – blog de fofocas de celebridades. Para completar, a inesperada chegada de supostos parentes até então desconhecidos, vira sua vida de cabeça para baixo.

Marinalva e Orlando, os supostos pais do protagonista, são vividos pelos veteranos Arlete Salles e Tonico Pereira, responsáveis por sequências naturalmente engraçadas. O casal tem boa química com Crô, que de forma surpreendente deixa de ouvir os conselhos de sua governanta Almerinda (Rosi Campos) e da amiga Geni (Jefferson Schroeder) e se mostra aberto a aceitar a novidade de ter parentes morando em sua casa – ainda que isso signifique ter que conviver com pessoas cujos modos são absolutamente contrários aos seus.

Tal disparidade de comportamentos também é mote para sequências passadas na Escola de Etiqueta de Crô, que conta com alunos famosos na vida real (como a cantora Jojo Todynho) e outros fictícios, criados para a produção, como “A Rainha da Cocada”, Jurema (Fabiana Karla, mostrando mais uma vez que tem domínio sobre o gênero da comédia).

O destaque vai para a cena que mostra o protagonista em um luxuoso restaurante com o divertido personagem Ferdinando (Marcus Majella) da série “Vai que cola” e que ainda conta com a participação virtual de Seu Peru (Marcos Caruso) da “Escolinha do Professor Raimundo”, assim como da divertida Dorothy Benson (papel de Luis Miranda em “Geração Brasil”). Os famosos bordões dão o tom divertido ao diálogo.

Em recente Coletiva de Imprensa, parte do elenco e equipe afirmou que Crô é um personagem popular entre as crianças, por sua ingenuidade e maneira de enxergar a vida sem complicação. Quem dera mais pessoas “maduras” também pensassem assim.

por Angela Debellis

Filed in: Cinema

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