Crítica: “Death Note: Iluminando um Novo Mundo” (por quem não conhece o anime)

Como eu contei à época do lançamento de “A Vigilante do Amanhã: Ghost in the Shell”, que teve o anime no qual se baseia, “Ghost in the Shell: O Fantasma do Futuro”, também exibido no cinema, não sou o que se pode chamar de fã do gênero, mas gosto de boas histórias e isso vale para todos os tipos de produção.

Sendo assim, foi como alguém que sabia apenas o básico sobre o mangá / anime / filmes anteriores, que fui assistir a “Death Note: Iluminando um Novo Mundo”, parte final da trilogia que tem como títulos anteriores “Death Note” e “Death Note 2: O Último Nome”.

A trama se passa dez anos depois da história inicial (que tem o jovem Light Yagami como protagonista) e gira em torno da procura não por um, mas por seis “Cadernos da Morte” que estão em posse de humanos ao redor do globo. Uma força tarefa criada especialmente para esse fim será responsável pela busca, apreensão e isolamento dos artefatos, a fim de evitar ainda mais mortes – sejam de inocentes ou não.

A ideia central já chama a atenção por si só, mas para mim, o maior destaque são os chamados “Deuses da Morte” (ou Shinigamis). Ao longo da projeção, três figuras distintas são mostradas de maneira muito convincente, cada uma com suas particularidades e maneiras de lidar com os portadores dos Death Notes. É nítida a preocupação em se recriar na telona o mesmo traço tão característico dos mangás, o que é bem interessante e válido quando se decide transportar personagens do papel (e depois da TV) para um ambiente bem maior (como o cinema).

Mesmo sem conhecer boa parte da história, não foi difícil acompanhar o desenrolar dos acontecimentos, o que faz do filme uma boa opção tanto para quem já sabe os fundamentos da trama quanto para quem teve pouco – ou nenhum – contato prévio com a obra na qual se baseia.

Com personagens marcantes e um bom roteiro, o longa prende a atenção desde o começo, ao colocar em discussão um assunto bem controverso: até que ponto o ser humano está realmente preparado para lidar com um poder quase absoluto? Estaria nossa espécie pronta para assumir um lugar acima do bem e do mal, decidindo a seu bel prazer quem merece continuar vivendo? Sinceramente? Eu acho que não.

Vale conferir.

por Angela Debellis

*A Rede Cinemark vai exibir “Death Note: Iluminando um Novo Mundo” em sessão única, na noite de 02 de agosto. Também será possível assistir aos capítulos anteriores, na Maratona que acontecerá na mesma data. Para mais informações, clique aqui.

Filed in: Cinema

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