Crítica: “Eu te amo, agora morra: O Caso de Michelle Carter”

Nesta terça-feira (03), às 22 horas, a HBO exibe o primeiro episódio de “Eu te amo, agora morra: O Caso de Michelle Carter” (I love you, now die: The Commonwealth Vs. Michelle Carter). A garota foi indiciada por incentivar o namorado Conrad Roy a cometer suicídio, nos EUA, em 2014, na época o garoto tinha 18 anos. O documentário será divido em duas partes, o segundo episódio vai ao ar na próxima terça-feira, 10 de setembro.

A cada momento doenças psicológicas vem ganhando visibilidade e espaço para discussões, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS) a cada 40 segundos, alguém comete suicídio no mundo. Conrad foi mais um nessa estatística, mas para a família dele e para os advogados da acusação, o garoto ainda estaria vivo se não fosse pela insistência da namorada.

O documentário dirigido por Erin Lee Carr conta com uma série de depoimentos da família de Conrad, de autoridades policiais envolvidas, um jornalista que escreveu sobre o caso, advogados e um psiquiatra, o que nos possibilita observar diversas perspectivas sobre o ocorrido.

Em ordem cronológica são desenhados os momentos que antecedem a morte e tudo o que acontece posteriormente: o local do crime, cenas do julgamento, fotos do corpo. Contudo, o mais aterrorizante é a troca de mensagens entre o casal: é perceptível que Conrad tinha dúvidas sobre o suicídio, hesitava em deixar a família, enquanto a namorada sempre o encorajava e o apressava, ansiava por sua morte.

Também é traçado perfil de Michelle: Bonita, prestativa e estudiosa, sofria de transtornos alimentares e exigia atenção constante, a ponto de repelir os que estavam a sua volta. Com a morte do namorado a garota finalmente conseguiu a atenção que queria em sua cidadezinha.

“Será que ela planejou e incitou a morte de Conrad, para ganhar atenção?”. Tal questionamento foi feito milhares de vezes durante o julgamento, o caso ganhou notoriedade na mídia americana e internacional, também movimentou as redes sociais. Carter foi apelidada de “Viúva Negra” (aranha que após o acasalamento mata o parceiro) e nas cenas que envolvem seu julgamento é possível perceber a frieza que a envolve.

O caso já foi encerrado, Michelle (que agora tem 22 anos), já foi julgada pelo estado de Massachusetts e condenada a 15 meses de prisão. No entanto, “Eu te amo, agora morra: O Caso de Michelle Carter” é uma análise detalhada e chocante de um caso que chocou os EUA, e a partir de agora está disponível no HBO. Vale muito conferir.

IMPORTANTE: a produção pode gerar tensão, afinal é um caso de suicídio induzido, alguns detalhes expostos podem ser gatilhos para quem sofre com algum transtorno psicológico.

por Carla Mendes – especial para A Toupeira

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