Crítica: “Fallen”

fallen-poster-criticaEm mais uma aposta de adaptação cinematográfica feita a partir de uma franquia literária de sucesso, chega às telonas, “Fallen” (idem), cuja trama se baseia no best-seller homônimo de autoria de Lauren Kate.

A protagonista é Lucinda Price, ou simplesmente “Luce” (Addison Timlin), jovem de 17 anos, que desde a infância é acometida por visões sobrenaturais, do que ela chama de Sombras. Após um acidente que acaba por vitimar seu amigo Trevor (Leo Suter), a garota é levada para um reformatório, onde deverá permanecer em tratamento psiquiátrico por ordem judicial.

Sword & Cross (Espada & Cruz, em tradução literal) é uma edificação antiga e assustadora – afinal não é tão usual uma escola ter um cemitério nas dependências. E os alunos da instituição não são o que se pode chamar de agradáveis – mas, como em toda boa história do gênero, há exceções.

Nesse caso, a amiga boazinha atende por Penn (Lola Kirke), e é quem ajudará Luce a enfrentar os tão complicados primeiros dias como interna. Também é ela que vai auxiliar na busca por informações sobre Daniel Grigori (Jeremy Irvine), misterioso aluno que conquista o coração da protagonista desde o primeiro instante em que se encontram.

Tudo estaria bem, se não faltasse a terceira ponta do triângulo amoroso da vez, que vai contar também com Cameron “Cam” Briel (Harrison Gilbertson), o típico “garoto problema”, cujos envolvimentos com a polícia já não surpreendem mais a ninguém.

Quando Luce começa a ter lembranças de coisas que, até onde se saiba, são impossíveis de ter vivido, vai começar a questionar a veracidade das palavras de Daniel ao afirmar que eles não se conheciam até o dia em que ela chegou ao reformatório. E a partir daí, muita coisa que não fazia sentido em sua vida, a sensação de sempre sentir-se deslocada, será elucidada.

Daniel é um “Anjo Caído” que foi condenado a viver na Terra porque além de não tomar partido na grande guerra travada entre o Bem e o Mal, ainda optou por algo inimaginável para seres como ele: o amor humano. Cam e vários outros alunos também são anjos que anseiam em voltar (seja para o céu ou o inferno), mas para isso dependem de uma decisão definitiva do protagonista e da pouco provável possibilidade dele abrir mão do sentimento que os levou a essa penitência.

As cenas que mostram a revelação das asas de Daniel, assim como a confirmação de que ele e Luce já se conhecem e nutrem um amor verdadeiro – e impossível – há milênios merecem destaque. A opção por se fazer asas como feixes de luz e transformar as Sombras em portais para o passado (os Anunciadores) são inteligentes e eficazes.

Como o livro, o longa dirigido por Scott Hicks tem um final aberto e que deixa boa parte dos conflitos sem solução. A saga literária é composta por quatro volumes, e sua continuação nas telonas dependerá, provavelmente, da recepção do público a essa primeira parte. Fica nossa torcida por êxito, porque será ótimo reencontrar os personagens futuramente em outras produções.

Vale conferir.

por Angela Debellis

Filed in: Cinema

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