Crítica: “Gênios do Crime”

 

genios-do-crime-poster-criticaA trama de “Gênios do Crime” (Masterminds) é baseada no segundo maior roubo da história dos Estados Unidos, que ocorreu em 1997. David Ghantt (Zach Galifianakis) é funcionário de uma empresa de carros-fortes, que transporta muito dinheiro todos os dias. Ele é, aparentemente, um bom homem – um pouco ingênuo e atrapalhado, mas que tem a confiança de todos. Por esse motivo, tem a senha do cofre onde os milhões de dólares ficam armazenados.

Mesmo estando noivo, David se apaixona por sua colega de trabalho Kelly (Kristen Wiig), que é uma mulher atraente, que diz o que pensa, e, por isso, é despedida do emprego. Ela se envolve com algumas pessoas perigosas, entre as quais está Steve Chambers (Owen Wilson), que comanda tudo.

Steve tem o plano de roubar uma grande quantia e acaba convencendo Kelly a seduzir David, até que ele roube a empresa. Como o homem tem um bom coração, ele se deixa levar e acredita nas promessas de amor feitas por ela, de que irão fugir juntos e viver uma história.

Há várias cenas daquele típico humor americano que é bastante óbvio, pois mostra o personagem em algumas situações totalmente sem conteúdo. Mas também há romance e drama envolvidos, isso pelo fato da pessoa acreditar cegamente que a outra a ama e arriscar sua vida por esse sentimento.

Após o roubo de 17 milhões de dólares, o jovem foge como se nada tivesse acontecido e curte os dias com muito luxo, isso mostra o quão ingênuo era. Assim que o assalto é descoberto, ele passa por vários perigos sendo procurado pela polícia.

No filme também vemos Mike McKinney (Jason Sudeikis), um assassino contratado por Steve para matar David. Ele é um homem frio, que tem o prazer de matar as pessoas, porém cria um laço com o protagonista e os dois ficam bem próximos.

A atuação de Zach Galifianakis é realmente muito boa, como em outros filmes de comédia que estrelou. Suas expressões mostram a personalidade do personagem e, às vezes, só de olhar dá vontade de rir nas cenas mais engraçadas, ou sentir pena dele nos momentos de drama. É uma obra que vale a pena para quem gosta desse tipo de humor.

por Thais Lopes – especial para A Toupeira

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