Crítica: “Invocação do Mal”

Invocação do Mal pôster críticaQuando as luzes se apagam, há quatro palavras que normalmente indicam problemas ao surgirem na tela: “Baseado em fatos reais”. Porque na maioria os casos, elas aparecem em filmes que não são agradáveis a ponto de ficarmos animados pela possibilidade de serem verdadeiros.

Esse é o caso de “Invocação do Mal” (The Conjuring), que conta a história do casal de americanos Ed e Lorraine Warren (Patrick Wilson e Vera Farmiga), renomados investigadores de fenômenos paranormais que são chamados a fim de resolver mais um caso envolvendo possessão demoníaca.

As vítimas da vez são os membros da família Perron, formada por um casal e cinco filhas, que se muda para uma casa que, obviamente, tem uma história complicada envolvendo os moradores anteriores (Clichê? Sim. Funciona? Sim. Então, tudo certo).

Sem recorrer a exageros desnecessários, a trama consegue prender a atenção e causar “desconforto” na medida certa. Há momentos de maior tensão, outros em que o público se deixa impressionar mais pela sugestão do que pelas imagens em si, mas o grande destaque vai para a meia hora final do filme, quando acontece a ação propriamente dita, com tudo que um exorcismo tem direito (pelo menos nas produções anteriores que já vi).

Também merece atenção a sequência envolvendo um enorme bando de pássaros, bem realizada visual e sonoramente, e que deve causar alguns arrepios nos espectadores mais sensíveis. E é claro, uma certa “caixinha de música” cujos acordes da melodia infantil e graciosa continuam ressoando em nossas mentes, mesmo após o término do filme (inclusive enquanto escrevo esse texto).

A verdade é que há de se ter muita coragem para manter em sua própria casa, um quarto repleto de objetos que carregam consigo histórias macabras. E é isso que os protagonistas fazem, têm um “museu oculto” que é semanalmente visitado por um padre, sob a justificativa que é melhor manter tais artefatos por perto, a fim de minimizar os riscos de seus supostos poderes.

Entre as inúmeras coisas, a temida Annabelle se destaca até por sua também conhecida “história real” ter conseguido notoriedade com a estreia do longa. Detalhe: sua figura na tela é muito mais assustadora do que a tal boneca verdadeira, que está na casa dos Warren.

Enfim, embora não acrescente nada de realmente novo (se é que ainda há algo inédito a ser feito no gênero), quem gosta desse tipo de produção deve sair satisfeito da sala de cinema.

Vale conferir.

por Angela Debellis

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