Crítica: “Mamma Mia! Lá vamos nós de novo”

“Mamma Mia: Lá vamos nós de novo!” (Mamma Mia! Here we go again) é a sequência do famoso musical de 2008, “Mamma Mia!”. Com direção de Ol Parker, o filme é estrelado novamente por Amanda Seyfried como Sophie Sheridan. Agora na direção do hotel de sua mãe, pretende transformá-lo em um verdadeiro resort, enquanto seu noivo Sky, estuda o mercado hoteleiro em Nova York.

Ao ter a notícia de que ele recebeu uma oferta de emprego nos Estados Unidos, e que dois de seus possíveis pais não poderão estar presentes na abertura, Sophie se vê refletindo sobre a vida de sua mãe, Donna (Meryl Streep), e como ela chegou à ilha em que reside. A partir disso vemos a trajetória de Donna (Lily James como a versão jovem da personagem), na forma de flashbacks, os quais nos contam a história de sua jornada e do romance com os três possíveis pais de Sophie: Harry (Hugh Skinner / Colin Firth), Sam (Jeremy Irvine / Pierce Brosnan) e Bill (Josh Dylan / Stellan Skarsgard).

O primeiro filme fez um grande sucesso, mesmo hoje ainda famoso e querido pelos fãs. Não é de se estranhar que 10 anos depois de seu lançamento, fosse feito algo para comemorar essa data. Porém, a escolha de uma sequência para um filme que tem uma história bem fechada, é algo estranho. Não havia pontas soltas o bastante para justificar. No entanto, “Mamma Mia: Lá vamos nós de novo!” funciona.

Um dos principais fatores é a questão de abordar o relacionamento de Donna com seus parceiros Harry, Sam e Bill. Sabemos o que resultará, porém é interessante ver na tela como eles se conhecem e o porquê de não irem muito longe, e por esses motivos a narrativa de Donna é a parte que merece destaque. Por sua vez, a história de Sophie é previsível, e bem menos atrativa, com exceção do final, quando temos a junção das duas tramas de uma maneira bela e tocante.

A escolha dos atores foi muito bem feita. As atrizes que representam as amigas de Donna, Tanya (Jessica Keenan Wynn) e Rosie (Alexa Davies), quando jovens realmente se parecem com as veteranas Christine Baranski  e Julie Walters. Até mesmo Lily James consegue se passar por uma jovem Meryl Streep, ainda que fisicamente diferente. Os homens não agradam tanto no quesito aparência como contrapartes jovens, mas na atuação fazem bem o trabalho.

Ainda no quesito “aparência convincente”, apesar de ser uma participação bem especial, Cher não parece ter idade para ser mãe da personagem de Meryl Streep (e realmente não tem: na vida real, a diferença entre elas é de apenas três anos), o que pode causar estranheza em parte do público.

Finalmente ao assunto mais importante quando se trata de um musical: as canções. As expectativas são altas, ainda mais por ser a sequência de um filme tão bem representado musicalmente falando, quanto “Mamma Mia!”. E fico feliz em declarar que a continuação faz jus ao anterior.

Os arranjos são bons, e as vozes soam bem. É claro que algumas dublagens de cenas poderiam ser melhores, e algumas vozes poderiam se encaixar um pouco melhor aos atores, mas estão bem-feitas, e convencem a maioria do público (profissionais do ramo musical podem perceber algum problema).

“Mamma Mia: Lá vamos nós de novo!” não era uma sequência que eu estava esperando, mas me surpreendeu. Seu foco, é claro, são os fãs do primeiro filme, que devem sair satisfeitos da sala de cinema – e, provavelmente cantarolando alguns trechos de canções famosas do grupo ABBA.

por Ícaro Marques – especial para A Toupeira

Filed in: Cinema

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