Crítica: “Mazinger Z – Infinity”

“Mazinger Z – Infinity” é uma das continuações da série Mazinger Z, anime clássico baseado no mangá de Go Nagai, e Great Mazinger. A trama se passa dez anos após o fim da segunda série, com o triunfo da humanidade sobre o vilão Dr. Hell.

A Terra se encontra em paz, com a exploração de uma nova forma de energia limpa e auto-sustentável chamada Photon (no filme não especifica se é o Foton da vida real, que literalmente ilumina nossas vidas). Um novo ataque de servos de Dr. Hell abala esta paz mundial, e somado ao encontro de um novo robô gigante, ainda maior que os Mazinger, fará com que Kojo Kabuto volte à luta, e reúna seus amigos para ajudá-lo de novo.

A produção é mais uma das continuações/remakes de animes clássicos dos últimos tempos, como Cyborg 009: Call of Justice, e Devilman Crybaby – este segundo do mesmo criador de Mazinger Z original. O filme usa isso a seu favor, nos mostrando os personagens amadurecidos, lidando com problemas que vêm com o tempo, como as responsabilidades da construção de uma família, perda de identidade, saudades do passado, entre outros.

A narrativa aborda estes tópicos com maturidade, e sem tratá-los como fraquezas, mas como dramas reais, não sendo uma obra de arte realista, mas executada com cuidado e atenção. E é claro, que não faltam partes cômicas para relaxar a tensão, e que também estão bem encaixadas no contexto.

À parte dos dramas e trama, “Mazinger Z – Infinity” opta por usar animação tradicional para quase tudo menos os robôs gigantes, uma combinação que cai bem, principalmente por ambas estarem muito bem-feitas. As cenas de batalhas estão épicas, e bem coreografadas, um banquete para os fãs. A trilha sonora cumpre bem seu papel, e pode não ser material de Oscar, mas agrada.

Por fim chegamos aos problemas do filme. O primeiro é em questão de ser uma continuação: apesar da trama ser quase independente, esta se passa depois de não só um , mas dois animes, e não há recapitulação o bastante, o que pode tornar o longa confuso para quem assistir, confundindo um pouco personagens parecidos, e certos conceitos ficaram completamente inexplicados.

O segundo porém é a duração: com tantas coisas ocorrendo ao mesmo tempo na história, poderiam ter feito uma minissérie. O resultado disso é uma produção com um passo desajustado, que poderia ser mais lento em várias partes, e no fim só acrescenta ao fator confusão. Apesar disso, o resultado final pode ser apreciado, ainda mais por fãs.

“Mazinger Z – Inifinity” é um bom filme de robôs gigantes se digladiando. Com personagens interessantes, música e animações bem executadas, recomendo aos apreciadores do original que assistam sem falta. Aos que gostam de animes de robô gigante, indico que antes leiam uma sinopse ou resumo das séries Mazinger Z e Great Mazinger, se não podem ficar perdidos no por que as coisas estão acontecendo, e quem é quem.

por Ícaro Marques – especial para A Toupeira

Filed in: Cinema

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