Crítica: “Meu Malvado Favorito 2”

050713 Malvado poster 1Depois do “Final Feliz” da animação de 2010 era fácil imaginar que o ex-vilão Gru havia aceitado uma vida comum, na qual desempenharia apenas o papel de pai amoroso das garotinhas Agnes, Edith e Margô.

Para alegria dos fãs, “Meu Malvado Favorito 2” (Despicable Me 2) chega aos cinemas e prova que é possível ser “apenas um empresário que investe na produção de uma linha de geleias e gelatinas”, sem perder a essência ácida que faz do personagem um dos mais legais do gênero.

Há um novo vilão na praça (ou seria um velho conhecido de Gru?) de posse de um estranho composto químico capaz de transformar bichinhos fofinhos em suas versões do mal. E quem melhor do que outro vilão para entender o que se passa na mente maligna desta iminente ameaça à sociedade?

Essa é a deixa para que comece a nova aventura do protagonista, quando é recrutado pela Liga Anti-Vilões – liderada  por Silas Bundovsky (cujo excêntrico sobrenome rende uma sequência absolutamente simples, mas que provoca gargalhadas nos espectadores). Mas ele não está sozinho e quem luta ao seu lado é a divertida agente Lucy Wilde, que desde as primeiras cenas mostra-se a companheira ideal para a ação.

Quanto às meninas, Agnes continua um show de fofura cuja definição do que faz Gru ser um menino é das coisas mais adoráveis já vistas nas telonas. Edith mostra-se uma promissora ninja e Margô descobre que o primeiro amor pode não ser tão encantador quanto parece.

Mas, assim como no longa anterior, quem se destaca são os Minions. As pequenas e simpáticas criaturinhas amarelas – que agora têm até nomes próprios – são responsáveis pela quase totalidade de cenas memoráveis. Seja interrompendo uma fuga alucinante para tomar um sorvete, impedindo um incêndio ou participando da “Salva de 21 Puns” em despedida do Dr. Nefário, é impossível não sorrir quando eles aparecem – sucesso comprovado pelo fato de passarem de coadjuvantes na franquia a protagonistas em seu próprio filme, previsto para 2014.

Ponto positivo para a dublagem nacional, que mais uma vez mostra-se eficiente e engraçada na medida certa. Leandro Hassum volta a emprestar um inconfundível sotaque a Gru, enquanto a voz de Maria Clara Gueiros parece perfeita para Lucy. Sem contar que a interpretação vocal de Sidney Magal é responsável por grande parte da graça de “El Macho”.

O 3D mantém a qualidade e está de encher os olhos. Os créditos finais nos deixam a impressão de quase poder tocar os Minions – o que deve ser o desejo da grande maioria ao término da exibição.

Diversão garantida.

por Angela Debellis

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Filed in: Cinema

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