Crítica: “Meu Malvado Favorito 3”

É muito legal acompanhar a evolução de um personagem pelo qual criamos apreço. Quando “Meu Malvado Favorito” foi lançado em 2010, o mal-humorado Gru (voz de Leandro Hassum / Steve Carell) conseguiu ganhar o coração do público e se tornar de fato um dos preferidos entre os vilões de desenhos – ainda que fique bem claro que seu coração não é tão gelado assim.

Com a sequência de 2013, a manutenção da adoção das irmãs Agnes, Margô e Edith e o casamento com Lucy (voz de Maria Clara Gueiros / Kristen Wiig), ele entrou de vez para o time dos “mocinhos”, provando que fez jus à sua segunda chance de ser uma pessoa de bem.

O que poderíamos esperar de um terceiro capítulo da franquia, quando tudo parecia ter se encaixado? Uma nova e imperdível aventura! É isso que nos apresenta o roteiro de “Meu Malvado Favorito 3” (Despicable Me 3), que chega para provar que ainda há muito a ser contado sobre os queridos personagens.

Gru e Lucy continuam trabalhando para a Liga Anti-Vilões, mas o emprego aparentemente estável do casal é posto em risco devido às seguidas falhas na captura de um dos antagonistas mais bacanas dos últimos tempos: Balthazar Bratt (voz de Evandro Mesquita / Trey Parker), um ex-astro mirim de TV, que encontrou o auge de seu sucesso nos anos de 1980, quando apresentava um programa próprio.

E é justamente essa época colorida, original e inesquecível que dá o tom à animação. Da impecável trilha sonora que conta com nomes clássicos como Michael Jackson e A-HA, passando por faixas que somente os mais saudosistas deverão se lembrar (como “99 Luftballons”, de Nena), às roupas, acessórios e armas de Balthazar, são tantas as boas referências (e lembranças), que seria injusto citar apenas algumas. Vale ficar atento a cada detalhe!

Para virar ainda mais sua vida de cabeça de baixo, Gru descobre ter um irmão gêmeo. O excêntrico Dru (voz de Leandro Hassum / Steve Carell) é seu oposto completo, seja no visual, no humor ou na conta bancária. E esse inesperado encontro promete abalar o cotidiano do protagonista, a partir de uma irresistível proposta: voltar à vilania – que aparentemente vem de longa linhagem na família.

Com as tramas principais definidas, ainda sobra tempo para mostrar a insegurança de Lucy em assumir seu papel de mãe das meninas, além de ter bons momentos para os sempre hilários minions (que vão até parar na cadeia!) e para a fofura extrema de Agnes, cujo novo objetivo de vida é encontrar um unicórnio de verdade para chamar de seu.

Dê um rolê e vá ao cinema para rachar o bico com essa animação maneira pacas! (sim as gírias oitentistas eram chocantes!).

por Angela Debellis

Filed in: Cinema

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