Crítica: “Meu ‘Querido’ Elfo”

Na trama da fantasia infantil russa Meu “Querido” Elfo (Domovoy), uma família se muda para um apartamento de frente a uma das mais belas áreas de Moscou para recomeçar suas vidas, mas é surpreendida por seu habitante místico original: Um elfo doméstico (Sergey Chirkov) que deveria proteger os moradores da casa, mas que usa sua magia de forma inversa, atormentando quem deseja morar lá.

O filme brinca com a história de casas mal-assombrados substituindo o fantasma por um elfo irritado que batalha continuamente contra as várias tentativas para expulsá-lo.

A arquiteta e mãe solteira Vika (Ekaterina Guseva) precisa conciliar seu trabalho com os problemas místicos da casa. A filha Alina (Alexandra Politic) tenta apaziguá-lo.

Já o gato da família (dublado no original por Pavel Derevyanko) defende com unhas e garras seus donos. Tudo isso ainda com uma bruxa, a feiticeira Mãe Fima (Olga Ostroumova-Gutshimidt), desejando um segredo escondido na casa.

A obra tem um clima de filme da tarde de TV dos anos de 1990, tanto pela narrativa quanto pelo visual, com o mesmo capricho de títulos infantis feitos pela Disney direto para televisão, alternando de forma equilibrada entre humor, aventura e fantasia, onde detalhes da história não são jogados apenas para causar impacto, mas têm um propósito que é desenvolvido posteriormente na trama.

As paisagens dos grandes monumentos russos associadas com o folclore local ajudam a transmitir uma identidade própria ao longa. Você mergulha com personagens na jornada de descoberta da história da casa junto da família, dos vizinhos e do próprio elfo que vai nos revelando, pouco a pouco, o motivo da corrupção de sua magia e ensinando sobre como pessoas podem aprender a conviver com os hábitos uma das outras, fazendo-nos refletir sobre como lidamos com os problemas do dia a dia, sem sermos consumidos por eles.

O roteiro foi escrito por Dmitriy Bedarev (que também interpreta Stas, o filho da bruxa) e por Evgeniy Bedarev (que faz um figurante na obra, além de estar à frente da direção), “Meu ‘Querido’ Elfo” será distribuído pela A2 Filmes no Brasil, depois do adiamento provocado pela pandemia de Covid-19.

por Luiz Henrique Fernandez – especial para A Toupeira

*Título assistido em Cabine de Imprensa promovida pela A2 Filmes.

Filed in: Cinema

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