Crítica: “Morrison Café”

Filmes que baseiam sua trama em um contexto musical têm passado por dificuldades nos últimos anos, geralmente só encontrando espaço no circuito mainstream quando se propõem a adaptar a biografia de uma grande figura da musica mundial.

Entretanto “Morrison Café” (Morrison) vai pelo caminho oposto, contando uma história singela abordando a música como algo que fica no limiar entre arte e obsessão e como as pessoas que se dedicam a transformar notas em melodias são impactadas pelo universo musical como um todo.

Na trama acompanhamos Ludovico (Lorenzo Zurzolo) – ou “Ludo”, como é chamado -, um jovem talentoso, porém inseguro, que atua como vocalista da banda Mob e eventualmente se apresenta no lendário clube romano chamado Morrison.

Além de lidar com a timidez que sente ao subir no palco, Ludo ainda divide seu tempo em administrar uma relação difícil com o pai e tentar conquistar sua companheira de quarto, uma jovem atriz chamada Giulia (Carlotta Antonelli).

Um dia, por acaso, o caminho de Ludo acaba se cruzando com o de Libero Ferri (Giovanni Calcagno), um cantor e compositor que já viveu o auge de sua carreira. Porém, sem há anos conseguir emplacar um hit, agora, Libero vive enfurnado em seu casulo pessoal com sua esposa Luna (Giglia Marra), que tenta a todo custo motivar o marido a retomar seu amor pela música.

O relacionamento de Libero e Ludo vai se desenvolver como uma simbiose, inicialmente funcionando com o veterano servindo como uma espécie de mentor. Porém, aos poucos Ludo também vai inspirando Libero a deixar o seu isolamento e o relembrando dos prazeres de compor e se apresentar.

Em primeira estância, o longa se apresenta como uma trama divertida e leve, entretanto, em certos momentos da narrativa, a história se desvia para momentos dramáticos e tristes, o que inicialmente pode ser uma surpresa para o espectador, porém tais transições são tão bem conduzidas que parecem naturais, assim como os altos e baixos na vida de qualquer ser humano.

Outro aspecto interessante é a forma com que os personagens lidam com a música, sendo que em alguns momentos, esse amor é representado como algo leve e descompromissado como uma paixão adolescente, e em outros, como uma obsessão ou um vício, capaz de destruir a vida daqueles que não estão prontos para lidar com a rejeição de sua obra.

Em termos gerais, “Morrison Café”, que faz parte da programação do 16º Festival de Cinema Italiano, diverte pela sua história ambientada em um universo de sonoridades, apresentando desde a solidariedade entre artistas, até as rusgas que podem surgir em meio a frustrações.

Para quem gosta de música ou já foi músico, esse longa aquece o coração e nos lembra de como é especial a arte de transformar notas desconexas em lindas melodias.

por Marcel Melinski – especial para A Toupeira

Filed in: BD, DVD, Digital

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