Crítica: “Nosso Lar”

Chico Xavier, que completaria 100 anos em 2010, teve sua vida contada nos cinemas em abril, através do longa “Chico Xavier – O Filme”. Agora, é a vez de uma de suas obras mais conhecidas estrear nas telonas.

“Nosso Lar” foi psicografado pelo médium em 1943 e sua autoria é atribuída a um espírito de codinome André Luiz (interpretado nas telas por Renato Prieto). Ele é o protagonista da obra original e de sua adaptação cinematográfica, em que afirma haver “vida após a morte”.

Acompanhamos sua trajetória desde a infância, até se tornar um bem-sucedido médico, casar e constituir família. Mas nem tudo são flores em sua história e por trás da máscara de homem feliz, André carrega rancores, raivas e falta de perdão.

Tais sentimentos contribuem para que adoeça gravemente e venha a falecer. É quando se depara com uma nova situação, agora em um estranho lugar que descobrimos se chamar “Umbral”. Escuro, sujo e repleto de pessoas em situações de sofrimento, é onde ele passará (segundo o livro), os próximos oito anos.

Após esse penoso período de redenção, André é resgatado por espíritos de luz que o levam para um local completamente oposto: claro, belíssimo, limpo e repleto de oportunidades: o Nosso Lar.

A partir desse ponto, grande parte de suas dúvidas (e dos espectadores) são sanadas e o visível progresso e modificações até mesmo radicais em suas atitudes demonstram que nem tudo estava perdido para ele, como era de se imaginar a princípio.

Há outras histórias paralelas, como a da jovem Eloísa (Rosanne Mulholland), que não se conforma por ter morrido – ou desencarnado – tão cedo e faz de tudo para voltar aos braços de seu noivo. E a de Laura (Ana Rosa), que mostra a importância do livre-arbítrio, não importa a situação.

Com ótimos efeitos especiais e cenários de encher os olhos, o longa dirigido por Wagner de Assis mostra-se eficiente e faz jus a seu custo de R$ 20 milhões – é a produção nacional mais cara já realizada. Além disso, a trilha sonora é perfeita em todos os instantes.

Seja como for, seguindo a ideia de que “Errar é humano e perdoar é divino”, ainda que não siga uma religião específica, o final da exibição de “Nosso Lar” de alguma maneira me confortou ao explorar a possibilidade de ter uma segunda chance, após a jornada – até que se prove o contrário, única – que cada um vive nesse momento.

por Angela Debellis

Filed in: Cinema

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