Crítica: “O Bom Dinossauro”

O-Bom-Dinossauro-pôster-nacional Crítica2016 promete ser um ano cheio de novidades incríveis paras os fãs da sétima arte. A boa notícia é que já nesta primeira semana, temos um começo bastante promissor com a adorável animação “O Bom Dinossauro” (The Good Dinosaur), a mais nova aposta da Disney/Pixar.

A trama é bastante simples – e por isso mesmo, eficiente: o asteroide que há anos extinguiu os dinossauros da face da Terra não atinge o planeta e os animais da era jurássica (já acostumados a fazer sucesso em produções cinematográficas) surgem como a raça dominante e racional.

É muito interessante ver como os hábitos alimentares de cada espécie culminam em seu aprendizado diário. Os herbívoros dedicam-se à agricultura, enquanto os carnívoros tornam-se verdadeiros fazendeiros de gado. Mas e os humanos? Para alegria de boa parte do público (incluindo a mim), a raça é representada em 99% do filme por apenas um personagem: um garotinho de aparência selvagem, sorriso largo e enormes olhos verdes, denominado Spot.

Pelo “time dos dinossauros”, o protagonista é Arlo, um apatossauro, caçula de três irmãos, cuja vida em família parece perfeita até que seu pai decide que ele precisa enfrentar seus próprios medos (e olha que nosso amigo verde não é exatamente o que se pode chamar de alguém corajoso).

A inesperada/inusitada amizade entre Arlo e Spot é o que dá vida à produção. A leveza com que esse convívio é retratado, a troca de experiências, a descoberta do respeito entre as espécies, tudo faz com que seja fácil imergir na trama e se deixar levar pelos belíssimos cenários retratados pela sempre competente equipe criativa da Pixar.

Há momentos muito divertidos – como uma cena já vista em um dos trailers divulgados – que mostra a dupla brincando em um campo tomado por marmotas, mas há também aqueles em que o uso do bom e velho lencinho de papel se faz necessário, como na sequência em que, cada um a seu modo, conta a história de suas famílias.

É provável que, ao término da exibição alguém vá dizer que “é mais do mesmo”, mas esse parece ser um entrave na originalidade dos roteiristas em geral há um bom tempo. O que acontece é que, mesmo não havendo grandes novidades (como em “Divertida Mente”), o que nos é apresentado tem tanta qualidade e faz tão bem aos olhos e coração, que sempre vale a pena rever o que nos engrandece a alma.

Lindo, simples e perfeito. Imperdível.

por Angela Debellis

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