Crítica: O Destino de Júpiter”

O Destino de Júpiter pôster críticaColocar bons ingredientes juntos nem sempre é garantia de uma receita satisfatória. “O Destino de Júpiter” (Jupiter Ascending) tem elementos muito eficazes quando se pensa em uma ficção/aventura: personagens “diferentes”, histórias inusitadas, cenários grandiosos. O problema é que a junção dessas coisas não deu um resultado tão interessante quanto poderia.

A trama é centrada em Júpiter Jones (Mila Kunis), garota de origem russa que ganha a vida nos Estados Unidos como faxineira de mansões. Aparentemente sem grandes perspectivas, ela vê tudo mudar ao descobrir que é simplesmente, a “dona da Terra”.

Tal fato é apresentado a ela depois que sua vida passa a correr perigo devido a tentativas – frustradas, obviamente – de alienígenas a destruírem. Para protegê-la (e colocá-la a par de sua origem “real”), surge Caine (Channing Tatum), um híbrido de terráqueo e lobo, que além de habilidades de luta e força incríveis, ainda conta com um par de botas voadoras que são o sonho de consumo de qualquer patinador.

Do lado dos vilões, o que mais se destaca é Balem (interpretado por Eddie Redmayne, que em certos momentos deixa o público em dúvida se o aparente “descaso” é somente traço de seu personagem). Filho mais velho da antiga rainha/proprietária da Terra, ele herda o planeta após sua morte e não fica nada satisfeito com o surgimento de Júpiter – o que pode acabar com seu reinado e prejudicar os interesses que tem em nosso planetinha azul.

Apesar do roteiro perder força e credibilidade a cada novo acontecimento, há de se destacar a qualidade das imagens. Os cenários e os efeitos visuais fazem jus às telonas e são bastante eficazes.

Talvez ter os irmãos Wachowski por trás da produção tenha sido uma escolha muito arriscada. Depois de “Matrix”, que tanto contribuiu para a evolução – principalmente dos efeitos especiais – do cinema, é impossível não levantar grandes expectativas a cada novo trabalho da dupla.

Pena que ao contrário de outra personagem famosa, o destino da protagonista Júpiter não tenha sido tão fabuloso assim.

por Angela Debellis

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