Crítica: “O Hobbit: A Desolação de Smaug”

091213 O Hobbit novo pôster nacionalQuando uma história conquista o público, por mais que passe o tempo, que surjam novas propostas cheias de qualidade, nada parece abalar o status alcançado. É isso que acontece com a saga escrita por J. R. R. Tolkien, que, depois de quatro filmes baseados na obra literária original, consegue manter seu encanto e arrebatar a plateia que vai ao cinemas.

Peter Jackson faz com que pareça simples a missão de transformar um livro de pouco mais de 300 páginas em três extensos filmes. Se a princípio a duração de 161 minutos assusta, logo torna-se fácil deixar-se levar pela beleza das imagens. O espetáculo visual fica ainda mais completo com a qualidade de som e a eficiente trilha sonora.

A trama que se inicia no ponto em que “O Hobbit: Uma Jornada Inesperada” termina, mostra o restante do árduo caminho que Bilbo Bolseiro e a comitiva dos treze Anões de Erebor ainda terão que percorrer. Tudo para finalmente chegar à Montanha Solitária a tempo de encontrar a passagem que os levará ao coração do inestimável tesouro amealhado por um certo dragão. E quem tiver lido os outros livros que compõem a saga imaginada por Tolkien, identificará acontecimentos tirados deles, como a primeira conversa entre Gandalf e Thorin, vista nas páginas de “Contos Inacabados” e adequadamente inserida neste longa.

Tudo parece melhor ajustado nesta sequência. Os cenários surgem ainda mais grandiosos, a ação se faz presente em momentos cruciais. Entre as novidades criadas especialmente para a produção, duas envolvem os aclamados elfos. A volta de Legolas e a aparição da exímia arqueira Tauriel ajudam a compor importantes situações e acrescentam qualidade às batalhas. Para os mais atentos, é dica é ficar de olhos bem abertos, pois já na primeira cena, há uma surpresa!

Se tivéssemos que resumir o filme em apenas uma palavra, esta seria “Smaug“. O ardiloso dragão que há tempos tomou para si o tesouro dos anões, aparece em cena de maneira absolutamente grandiosa e assustadora. Além do deleite visual proporcionado pela riqueza de detalhes de seu corpo escamoso, em contraste com o brilho da montanha de ouro na qual repousa tranquilo, a “cereja do bolo” é a interpretação de Benedicth Cumberbatch, que empresta sua voz ao vilão. O tenso diálogo entre ele e o pequenino Bilbo (que parece ainda menor diante de tamanho rival) promete tirar o fôlego de boa parte dos fãs.

A ponta de decepção fica para a participação mínima de um nome bastante interessante do livro: Beorn. A expectativa em torno de como sua figura e comportamento seriam retratados nas telonas acaba frustrada pela rapidez com que o personagem surge e logo é “descartado”.

O final em aberto não é surpresa para os fãs, mas confesso ser difícil voltar à realidade de forma tão abrupta, depois de mais de duas horas e meia de viagem à Terra Média. Que venha 2014 e com ele “O Hobbit – Lá e De Volta Outra Vez”, a aguardada conclusão desta nova trilogia.

Imperdível.

por Angela Debellis

Toupeira_Hobbit

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