Crítica: “O Hobbit: A Batalha dos Cinco Exércitos” (SEM SPOILERS)

Hobbit-pôster-GandalfAnsiedade, orgulho, alegria, tristeza, um misto de emoções pelo fim de mais um ciclo (espero que não o último, pois seria absurdamente fantástico ver o início do início – “O Silmarillion” – nas telonas também). Fãs do elenco, fãs da obra literária, fãs da adaptação cinematográfica, todos se emocionarão e nenhum se decepcionará com “O Hobbit: A Batalha dos Cinco Exércitos”, o último episódio da trilogia protagonizada por Bilbo Bolseiro.

Eu, fã por acaso do Tolkien por culpa de Peter Jackson, não poderia esperar menos desse capítulo final que, apesar de detalhes acrescentados, do encaixe de personagens de “O Senhor dos Anéis” que não estavam na história original de “O Hobbit”, apesar do romance que também não existia, foi sim fiel à obra original. Ainda me atrevo a dizer que a pitada de emoção extra, o toque especial acrescentado ao enredo original da história por Peter Jackson e Fran Walsh, deixou a história mais interessante, tornaram-na até mais adulta, mais dramática, fazendo com que seja quase impossível tirar os olhos da tela.

Tudo perfeitamente encaixado: a conexão de “Uma Jornada Inesperada” e agora de “A Batalha dos Cinco Exércitos” com o início de “A Sociedade do Anel”, a tecnologia gráfica para a perfeição de Smaug nas telonas, cenas épicas que com certeza não sairão da mente de muitos por um bom tempo, sem contar no pré-fim da história, que originalmente já era um tanto triste, agora de fazer marmanjo chorar feito bebê.

Havia pontos e detalhes que poderiam ser melhor explorados ou contados de outra maneira? Sim. Mas como toda adaptação cinematográfica de obra literária, é impossível ser fiel a tantos detalhes, seja pela riqueza inalcançável da imaginação fermentada pelas palavras de um bom livro ou porque o autor, que imaginou tudo aquilo de forma ampla, complexa e perfeita não pôde dar seus “pitacos” e tudo ficou à cargo da criação dos diretores e roteiristas. Mas, como fã, não consigo deixar de elogiar o trabalho como um todo: obra gigante, ampla, complexa, antiga, rica, agora atual e com a cara que o diretor lapidou. Peter Jackson deu vida aos personagens, ao mundo imaginário de Tolkien e vai ser difícil (pra não dizer impossível) alguém imaginar diferente do que ele nos mostrou.

A estrela na calçada da fama foi – atrasada, mas – muito merecida. E que venham os boxes com versões estendidas!

por Daniel Rosa – especial para A Toupeira

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