Crítica: “O Reino Gelado: A Terra dos Espelhos”

As aventuras dos personagens do universo de “O Reino Gelado”, baseadas do conto “A Rainha da Neve”, do escritor dinamarquês Hans-Christian Andersen, tiveram início com a estreia do primeiro longa em dezembro de 2012. Sete anos depois, o quarto capítulo da franquia chega às telonas e mostra como houve um imenso avanço no que diz respeito ao visual da animação.

Aleksey Tsitsilin divide a direção com Robert Lence e é um dos roteiristas de “O Reino Gelado: A Terra dos Espelhos” (Snezhnaya koroleva. Zazerkale), que começa com a busca do Rei Harald por um portal místico com a capacidade de manter todos os mágicos que o ultrapassarem, presos do outro lado, na temida terra dos Espelhos. Lá é onde se encontra condenada ao exílio, a Rainha da Neve – antagonista principal, já vista nas produções anteriores.

A intenção do monarca é exterminar a magia – seja da espécie que for – de seu reino e para isso, não hesitará em mentir para a população, afirmando que está em busca de um novo mágico para trabalhar com ele no castelo. Tudo para atrair quem tiver poderes para um destino bem mais sombrio.

Quando os pais (Vergard e Una) e o irmão mais novo (Kai) da jovem Gerda (voz de Larissa Manoela na versão em português) ultrapassam o tal portal, caberá à corajosa garota – única sem poderes mágicos em sua família – descobrir uma maneira de trazê-los de volta junto a todos os outros que foram capturados. Para isso, contará com a ajuda do troll Orm (voz de João Cortês), de uma jovem capitã pirata e de dois elementos bastante inesperados (cuja importância será bem maior para quem acompanhou as animações anteriores), mas que farão toda a diferença.

Esse foi o meu primeiro contato com a saga russa, então, ao assistir a animação, não conhecia os personagens ou suas trajetórias particulares previamente, mas assim é possível entender a proposta do roteiro que em dados momentos insere pequenas explicações que dão margem para a compreensão de parte do que aconteceu até esse ponto.

Apesar de parecer bem simples, a trama carrega um potencial imenso ao falar sobre como algumas as pessoas lidam com o que lhes parece diferente e como reagem a dores passadas em outros tempos.

A “cegueira” do Rei Harald, que faz com que ele consiga apontar qualidades apenas no que tem lógica à primeira vista (como a ciência presente em suas criações, que incluem máquinas a vapor e robôs), após um terrível advento envolvendo a Rainha da Neve, o impede de enxergar que existe possibilidade de ceticismo e magia caminharem lado a lado, criando uma sociedade em que todos podem ter suas opiniões respeitadas.

É importante salientar que o estilo da animação é diferente do que a maioria pode estar acostumada (entenda-se produções americanas de grande circuito comercial), mas o que poderia ser problema, torna-se uma rica experiência que vale a pena conferir.

por Angela Debellis

Filed in: Cinema

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