Crítica: “O Último Rei da Sérvia”

Produções baseadas em histórias reais (ou não), voltadas às duas Grandes Guerras não são mais novidade. Na realidade o tema já está saturado e dificilmente haverá algo diferente de países tentando honrar seus heróis ou defender seus posicionamentos.

Em “O Último Rei da Sérvia” (King Petar The First), vemos Petar I (Lazar Ristovski), um rei com um pouco mais de idade que anseia por conduzir seu povo pelos caminhos da paz e da liberdade, contudo a Europa passa pelas tormentas da Primeira Guerra Mundial.

O exército sérvio luta bravamente e consegue avanço nas batalhas, porém o governo exige a retirada dos soldados e Petar se vê obrigado a embarcar numa jornada em meio a montanhas congeladas – um percurso muito exaustivo, principalmente para homens fragilizados com os horrores da guerra.

O longa dirigido por Petar Ristovski é um relato lento das mazelas enfrentadas por soldados durante as batalhas e uma tentativa de reafirmar, em todo momento, a generosidade de um rei.

Pela narrativa, acompanhamos um jovem soldado ansioso para servir ao seu país, porém que se decepciona ao entender para onde de fato tinha ido; uma criança cuja infância foi destruída e se junta a um pelotão após ver toda família ser assassinada por combatentes inimigos; uma mãe que teme pela vida de seu único filho. E por fim, o Rei, que apesar de melancólico é leal ao seu povo.

Durante toda produção é possível perceber o ar coreografado das cenas de combate ou até mesmo enquanto a população devastada pela guerra tenta desesperadamente fugir.

Contudo as atuações de Milan Kolak e Lazar Ristovski são pontos positivos para o longa, ambos dão emoção aos personagens e sustentam a proposta.

O filme é extenso (pouco mais de duas horas), o que não seria um problema se fôssemos apresentados a uma história cativante. Como é o caso de “A Lista de Schindler” que, mesmo com uma temática um pouco diferente, também tem um ritmo lento, porém em nenhum momento deixa de ser interessante.

Não cabe a nós duvidar do caráter do Rei Petar I, mas o roteiro não aproveitou “os fatos reais”. Ao invés disso, o espectador é incumbido da missão de assistir a cenas que em sua maior parte são clichês do que é mostrado em filmes do gênero.

Vale lembrar que o drama biográfico de guerra é uma das apostas da semana do Cinema Virtual.

por Carla Mendes – especial para A Toupeira

*Título assistido via streaming, a convite da Elite Filmes.

Filed in: BD, DVD, Digital

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