Crítica: “Orgulho e Preconceito e Zumbis”

Orgulho e Preconceito e Zumbis Pôster CríticaSabe aquela deliciosa história romântica escrita por Jane Austen? Cheia de reviravoltas, lágrimas e sorrisos, gritinhos de felicidade, amor incondicional, expectativa e final feliz? Esqueça isso! Inclusive o final feliz típico dos romances. Aliás, se pensou que poderia assistir algo remotamente parecido com a adaptação do livro da britânica – “Orgulho e Preconceito” – que foi lançado em 2005, com Keira Knightley e Matthew Macfadyen, se enganou completamente.

O novo longa-metragem, “Orgulho e Preconceito e Zumbis” (Pride and Prejudice and Zombies) também adaptado do livro homônimo do autor norte-americano Seth Grahame-Smith, se baseia na história contada primeiramente por Jane Austen, só que ela está repleta de zumbis. Basicamente, uma peste misteriosa, que rapidamente virou epidemia, foi transformando todos em mortos-vivos, na Inglaterra do século XIX.

Diante dessa realidade trágica e sangrenta as cinco filhas da família Bennet – incluindo a protagonista Elizabeth (Lily James) – que haviam se especializado em artes marciais chinesas, passam a proteger sua família e os demais entes queridos da cidade de Derbyshire, lutando e acabando com qualquer zumbi que atravessasse seus caminhos.

A rotina da família dominada pelas mulheres só muda com a chegada do arrogante Sr. Darcy (Sam Riley) – peça-chave na caça e extermínio dos temidos mortos-vivos – e do ingênuo e romântico Sr. Bingley (Douglas Booth), ambos riquíssimos e muito amigos.

Outro personagem importante nesta versão é o Sr. Wickham (Jack Huston), que tem papel fundamental na trama – de forma bastante diferente do original, claro.

É um filme linear, apesar de não explicar muito bem como as pessoas começaram a se transformar em zumbis, possuindo começo, meio e fim bem delimitados, mesmo com margem para uma sequência – já que o livro faz parte de uma trilogia.

A maquiagem, a fotografia e os efeitos especiais são excelentes, alguns dos aspectos que todo filme de terror/horror que se preze deve ter. Já os diálogos parecem idênticos aos do filme “Orgulho e Preconceito”, dando a impressão de que foram praticamente copiados da adaptação.

Quem gosta de ver muito sangue, mortes a tiros, pancadas de machado e espada, deve achar interessante. Agora, se você é fã de Jane Austen e de seus livros, assim como eu, pode ser que se decepcione. Os destaques positivos ficam para o figurino incrível e uma “certa cena” no final, que faltou na versão de 2005.

Em cartaz nos cinemas.

por Tabatha Moral Antonaglia – especial para A Toupeira

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