Crítica: “Paddington 2”

Depois de uma adorável estreia nas telonas (“As Aventuras de Paddington”, de 2014), o ursinho britânico criado por Michael Bond – autor que faleceu em junho de 2017, aos 91 anos – está de volta aos cinemas. “Paddington 2” (Paddington 2), é uma nova aventura repleta de momentos doces e acontecimentos que a grande maioria do público gostaria de vivenciar na vida real – afinal, poucos podem resistir aos encantos de um urso gentil, que consegue se expressar com os humanos de maneira muito natural.

O pequeno protagonista (voz de Ben Whishaw no original e Bruno Gagliassio no Brasil ) tornou-se membro da família Brown que o acolheu em sua chegada à Inglaterra, mas continua tendo orgulho e amor por suas raízes, o que o leva à busca de um presente perfeito para sua Tia Lucy (voz de Imelda Stauton), uma senhora ursa, prestes a completar 100 anos.

A ação começa de fato quando ele encontra um livro pop-up que mostra os principais pontos turísticos de Londres e decide arrumar um emprego (ou vários!) a fim de conseguir o dinheiro para pagar pela obra, que pretende enviar para sua tia. O que ele não sabe é que o objeto também é alvo da ambição de alguém cujas intenções são bem menos nobres e que não hesitará em colocá-lo numa situação muito desconfortável.

Acusado injustamente de roubo, o ursinho vai a julgamento, é condenado e acaba parando na cadeia. Ele precisará da providencial ajuda dos sempre dispostos e prestativos Brown não só para provar sua inocência, mas também tentar capturar o verdadeiro ladrão.

O filme tem muitos pontos positivos. Desde a óbvia evolução do CGI – que faz com que Paddington pareça ainda mais inserido ao “mundo real” e à sociedade inglesa – à clara opção por se manter a inocência e simplicidade da narrativa. Tudo ganha ares mais leves, as pessoas que o tratam como igual, a naturalidade com que ele se torna ativo em situações rotineiras, a capacidade de se manter íntegro e otimista – mesmo quando as coisas não parecem favoráveis.

E é notável a capacidade do roteiro de Simon Farnaby e Paul King – este também à frente da direção – de intercalar momentos mais sensíveis (como quando o ursinho pensa que foi abandonado por sua família humana) a outros em que a risada surge de maneira espontânea entre a plateia – como a impagável e desastrosa sequência da barbearia. Vale prestar atenção em um momento muito fugaz, no qual é feita uma linda homenagem ao gênio da comédia, Charles Chaplin.

O elenco repleto de estrelas parece muito confortável em seus papéis. Seja a indicada ao Oscar, Sally Hawkins (que reprisa sua aparição como Mary Brown) ou o icônico 12º protagonista da série Doctor Who, Peter Capaldi (que volta como Mr. Curry, cuja figura implicante destoa da vizinhança agradável), há uma aparente satisfação coletiva em participar do longa. Isso inclui, é claro, Hugh Grant – o ator dá vida ao vilão da vez, Phoenix Buchanan (dublado por Marcio Garcia no Brasil), personagem que tem na interpretação propositalmente caricata, seu maior trunfo.

Imperdível para quem procura por diversão “fofinha” e repleta de ternura.

por Angela Debellis

Filed in: Cinema

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