Crítica: “Piratas do Caribe: A Vingança de Salazar”

Yo ho ho e uma garrafa de rum! Um dos piratas mais legais da história do cinema está de volta, em sua melhor forma. “Piratas do Caribe: A Vingança de Salazar” (Pirates of the Caribbean: Dead Men Tell No Tales) é a quinta aventura do divertido / beberrão Capitão Jack Sparrow (Johnny Depp) e mostra que, mesmo após 14 anos do início da franquia, ainda há muita história a ser contada.

No longa dirigido por Joachim Rønning e Espen Sandberg, há o retorno de figuras já conhecidas e a inclusão de novos – e bem interessantes – nomes. Em comum, o desejo – a partir de motivos pessoais e distintos – por encontrar um artefato que teria o poder de controlar os mares: o Tridente de Poseidon (aquele momento em que a fantasia toma conta do espectador que embarca com facilidade na proposta).

A trama nos apresenta Henry Turner (Brenton Thwaites), cujos pais Will Turner (Orlando Bloom) e Elizabeth Swann (Keira Knightley) têm uma participação discreta, mas importante. A intenção do rapaz, após uma vida estudando lendas e mitos marinhos, é encontrar o tal tridente para libertar seu pai da maldição que o prende ao navio Holandês Voador e o impede de viver em terra firme junto à sua família.

Quem também anseia pelo objeto é Carina Smyth (Kaya Scodelario), que faz da astronomia e horologia suas aliadas para ter êxito na busca. Mas, é claro que uma mulher envolvida com ciências não seria vista com bons olhos naquela época e, sob as injustas acusações de feitiçaria, a jovem terá que buscar segurança entre os que têm o mesmo objetivo que ela.

Com o protagonismo dividido entre vários personagens, há o momento de destaque para cada um. Do velho conhecido Capitão Hector Barbossa (Geoffrey Rush) – cuja participação é fundamental para a trama -, ao vilão da vez, Salazar (Javier Barden), militar espanhol avesso às atividades piratas em alto mar, e que busca a tal vingança do título por ter sido condenado a viver como um fantasma na caverna conhecida como Triângulo do Diabo, após a ação de um jovem pirata com apelido de pássaro, que anos depois se tornaria capitão de seu próprio navio.

Há muito o que se destacar: da marcante e eficiente trilha sonora, ao visual, como sempre impecável – seja dos cenários, figurinos ou sequências que envolvem o uso de efeitos especiais (os tubarões fantasmas / zumbis são espetaculares, assim como a ideia de movimento sob a água que a tripulação de Salazar mostra, mesmo estando em navios sobre o mar).

As piadas e situações absurdas – a começar pela cena inicial que envolve um roubo a banco – continuam sendo a melhor e mais famosa marca registrada da franquia. Jack consegue arrancar sorrisos fáceis da plateia que, mesmo consciente de sua índole duvidosa, se deixa levar pela graça do personagem.

Se antes conhecemos o pai do protagonista (interpretado por Keith Richards, guitarrista do grupo The Rolling Stones), dessa vez quem dá as caras é Tio Jack (papel do ex-Beatle Paul McCartney), em uma tão rápida quanto divertida aparição. Parece que o estilo despojado é mesmo de família.

O final fechado, que poderia ser indicativo do fim da saga, logo volta a ser aberto com a cena pós-crédito que deve animar os fãs. Particularmente, já espero ansiosa pelo próximo capítulo das aventuras do Capitão Jack.

por Angela Debellis

Filed in: Cinema

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