Crítica: “Pokémon: Detetive Pikachu”

Com uma história prévia de mais de duas décadas desde sua primeira aparição, os personagens conhecidos como Pokémon são um sucesso absoluto entre fãs do mundo inteiro. Estando à frente dos mais diversos produtos – dos cards de jogos a figuras colecionáveis, de animações para tv e cinema a linhas de roupas, os monstrinhos de bolso agora têm a chance de serem vistos de uma maneira inédita e incrível: em uma produção live-action.

Ao fazer uso de cenários novos e apresentar personagens até aqui desconhecidos, “Pokémon: Detetive Pikachu” (Pokémon: Detective Pikachu) consegue unir a tradição das já conhecidas e adoradas figuras às maravilhas de uma tecnologia que tem a realidade aumentada a seu favor com cada vez mais competência e naturalidade.

O protagonista da trama é o jovem Tim Goodman (Justice Smith), que tem que fazer uma inesperada viagem até a utópica Rhyme City, após o pai, o detetive Harry Goodman, ser declarado morto devido a um acidente de carro. É o início da jornada ao lado de Pikachu (voz de Ryan Reynolds na versão original e Philippe Maia na dublada), ex-companheiro de trabalho de seu pai, para provar que a história declarada como verídica pode não ser a mais correta.

Caberá à dupla – que consegue manter uma comunicação efetiva entre si – descobrir o que há por trás do acidente e tentar encontrar alguma maneira de fazer com que o pequenino rato elétrico recupere sua memória, uma vez que ele parece sofrer com um quadro grave de amnésia. Tudo isso regado a muitas xícaras de café (sim, Pikachu tem adoração pela bebida) e óbvias confusões envolvendo outras espécies de Pokémon, dentre tantas aclamadas pelos admiradores da franquia.

Ao lado deles, a jovem Lucy Stevens (Kathryn Newton) e seu carismático Psyduck ajudarão a buscar as pistas que levarão à solução dos mistérios que se escondem por trás das instalações de Rhyme City, que parece ser bem mais do que apenas uma cidade pacífica – idealizada pelo empresário Howard Clifford (Bill Nighy) -, na qual humanos e Pokémon vivem em harmonia.

Por falar na interação entre os personagens, é incrível perceber como a tecnologia nessa área está cada vez mais brilhante e realista. Do brilho nos pelinhos do Pikachu às escamas de Gyarados, da textura no corpo de Charizard à leveza no andar de Arcanine, é um deleite para os fãs notar com que riqueza cada detalhe é apresentado em tela – incluindo o número das espécies de monstrinhos, que aparecem em maior ou menor quantidade de acordo com a raridade com que são capturados em jogos como Pokémon GO.

O mais interessante é perceber que a produção dirigida por Rob Letterman funciona para todo tipo de público. Quem já gosta do tema, deve se encantar com cada particularidade mostrada. Por outro lado, os que não possuem intimidade com esse mundo ficcional, agora têm uma excelente chance de acompanhar uma história repleta de aventura, boas piadas – a maioria fará sentido aos espectadores em geral – e que carrega consigo uma inocência inata e eficiente, que transforma o filme em uma experiência válida para todas as idades.

Pika Pika! (Tradução: Vale muito a pena conferir!).

por Angela Debellis

Filed in: Cinema

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