Crítica: “Power Rangers”

Para as crianças dos anos de 1990, uma das atividades mais prazerosas era se sentar em frente à TV, e assistir a seus programas favoritos. “Power Rangers”, com certeza, fazia parte do cotidiano de muita gente, afinal, quem não gostaria de salvar o planeta dos terríveis vilões que por aqui passaram?  O fenômeno inspirado na série japonesa “Super Sentai” foi tamanho, que ganhou outras três produções cinematográficas ao longo dos anos, enchendo ainda mais os cofres de seus produtores.

Ano após ano, os Rangers ganham uma nova edição; com novos personagens, novos desafios, sempre mantendo a essência do heroísmo que acerca a trama. Mas, uma obra não vive só de mais do mesmo, e a produção da série peca por não trazer tantas novidades, o que não agrada aos antigos e novos espectadores.

“Power Rangers (Saban’s Power Rangers) utiliza todos os elementos já conhecidos pelo público: cinco jovens com força sobre-humana, habitantes da Alameda dos Anjos, unidos por Zordon para manter o planeta a salvo das maldades de Rita Repulsa. Mesmo repleta de clichês, a nova produção traz às telas elementos contemporâneos como a música e a tecnologia do cotidiano que dão ar rejuvenescido aos heróis. Até mesmo o icônico robô Alpha 5 (ai, ai, ai, ai) passa pela transformação do tempo.

O filme não é repleto de estrelas (marca da série), a não ser pela participação de Elizabeth Banks (da franquia “Jogos Vorazes”), mas nos apresenta rostos que podemos já ter acompanhado em outras obras cinematográficas, e que estão ganhando papel de destaque agora. E o mais legal: todos são igualmente protagonistas. Não é uma história focada apenas no líder Vermelho, todos, em algum momento, serão o personagem principal em seu próprio tempo.

Outro ponto que vale destacar é que pela primeira vez um dos heróis é autista, reforçando que todos nós podemos levar a vida normalmente, independente de nossas condições, e, também pela primeira vez, há uma ranger LGBT. O mais interessante é que a orientação sexual da heroína amarela não é tratada como tabu, e sim com naturalidade, como deve ser na vida real.

O resultado da releitura contemporânea dos Power Rangers já está em cartaz nos cinemas brasileiros. Para quem está curioso para curtir a obra, um recado:

É hora de morfar!

por Fernanda Ravagi – especial para A Toupeira

Filed in: Cinema

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