Crítica: “Quando as luzes se apagam”

Quando as luzes se apagam pôster críticaTalvez a maior sacada de “Quando as luzes se apagam” (Lights Out) seja carregar em seu roteiro uma das mais básicas premissas do ser humano – o medo do escuro – e apresentá-la justamente em um local onde a escuridão é peça chave – a sala de cinema.

David F. Sandberg, que também é responsável pelo curta-metragem de 2013 que serve de inspiração para o longa, conta com a prestigiosa ajuda de James Wan na produção (o que para os fãs da bem-sucedida franquia “Invocação do Mal” pode ser a justificativa perfeita para conferir esta novidade nas telonas).

A trama mostra a complicada relação de Sophie (Maria Bello) e seus dois filhos, Rebecca (Tersa Palmer) e Martin (Gabriel Bateman). A mãe, diagnosticada com graves problemas psicológicos desde criança, é o ponto focal para a ação da vilã da história: uma “assombração” chamada Diana.

Como o próprio título sugere, os problemas acontecem de fato, quando as luzes se apagam. Esse é o momento em que o perigo torna-se tangível, quando nenhum lugar parece seguro a ponto de oferecer proteção, e acredite: os momentos de escuridão são frequentes durante os 81 minutos de duração do filme.

Quem assistiu ao curta reconhecerá sem dificuldade as cenas que remetem a ele. E vistas em tela grande, elas também ganham uma dimensão maior e ainda mais interessante. Isso pode significar coisas bem distintas: os fãs da produção de 2013 devem sair satisfeitos dessa nova experiência, já os que não gostaram tendem a não criar simpatia pela trama.

Particularmente, fui assistir sem conhecer a história que serviu de base e creio que isso tenha contribuído de maneira considerável para minha surpresa. Com um roteiro simples, orçamento baixo (inclusive se comparado a outras produções do gênero) e duração bastante enxuta, o longa cumpre bem seu papel. Se não é candidato a entrar para a galeria de grandes clássicos de terror, está longe de fazer feio – prova disso são os expressivos números de bilheteria alcançados até o momento, que já passam da casa dos U$S 60 milhões, o que garante ao menos uma já planejada sequência.

O ponto negativo vai para o fato de o filme pecar por recorrer a conhecidos clichês para provocar a escuridão – e por consequência, tornar a presença da assombração possível. Mas em se tratando de terror, duvido que alguém ainda vá “descobrir a pólvora” e inserir novidades que façam alguma marcante diferença, então, isso não chega a comprometer a trama.

O destaque positivo vai para a competência de Sandberg e Wan, que conseguiram imprimir qualidade ao resultado final, mostrando que orçamentos flexíveis são importantes, mas não fundamentais para se fazer um bom e surpreendente trabalho.

Vale conferir.

por Angela Debellis

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