Crítica: “Ted Bundy: A Irresistível Face do Mal”

Quando um crime é noticiado, as pessoas tendem a presumir os fatos que ocorreram, e quem é o culpado. Acontece que tentar imaginar Ted Bundy em algum cenário de crime, é algo quase impossível.

Ted Bundy: A Irresistível Face do Mal” (Extremely Wicked, Shockingly Evil and Vile), dirigido por Joe Berlinger, conta a história do seria killer Ted Bundy (Zac Efron), que assassinou cerca de 30 mulheres na década de 1970. Bundy não era “apenas”, também era um estudante de direito, e casado com Elizabeth Kendall (Lily Collins).

A fama do rapaz não se deu apenas pelo grande número de crimes pelos quais foi acusado, mas por sua inteligência e artimanha em se esquivar de assuntos embaraçosos, tanto é que realizou sua própria defesa no tribunal, e utilizou seu poder de sedução como uma arma poderosa.

Uma escolha brilhante da produção foi contar a história pelo ponto de vista de Elizabeth, dessa forma nenhum crime foi retratado, fazendo com que em muitos momentos viéssemos a nos questionar se de fato, Ted não seria inocente. O que nos leva a mais um ponto importante: a manipulação – o criminoso sabia exatamente como se aproximar de suas vítimas, convencer sua esposa de sua inocência, e cativar pessoas que nem mesmo estavam em seu círculo social.

 Os atores foram muito bem selecionados para seus papéis: Lily Collins, apesar de protagonizar uma personagem casada, que já é mãe, e que no decorrer do filme enfrenta suas angústias se entregando a bebida, ainda exibe o semblante e o jeito de menininha, que transmite a leveza e transparência de seus sentimentos. Zac Efron por outro lado, mostrou seu lado mais maduro neste papel, sua interpretação ficou impecável.

Em algumas cenas, fomos agraciados com a participação de Jim Parsons (que ficou conhecido ao interpretar Sheldon Cooper na série The Big Bang Theory), que dá vida a Larry Simpson, um promotor de justiça que tenta provar que Ted é o responsável pela série de assassinatos.

Bundy tinha uma mente perturbada, era um homem frio, sem escrúpulos, e sem piedade, cometia todo tipo de atrocidade com suas vítimas e fingia que nada havia acontecido. Para aqueles que tem interesse em saber mais sobre sua vida, a série “Conversando com um serial killer: Ted Bundy”, está no catálogo da Netflix, relatando os fatos através de investigações e refletindo sobre o espetáculo que se formou na mídia a respeito do psicopata.

por Victória Profirio – especial para CFNotícias

Filed in: Cinema

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