Crítica: “Thor: Ragnarok”

Quando o material promocional de “Thor: Ragnarok” começou a ser divulgado, confesso que fiquei um pouco apreensiva por não conseguir captar o que a essência que o novo filme do deus nórdico do trovão queria passar. Com um visual que abraça o psicodélico, muito diferente do apresentado até aqui, o terceiro episódio da franquia do herói é, no mínimo, surpreendente.

A trama tem início com Thor (Chris Hemsworth bem à vontade com essa nova faceta do personagem) em uma situação pra lá de desconfortável, mas com a capacidade de fazer graça nos mais improváveis momentos. O embate com o gigantesco demônio de fogo Surtur (voz de Clancy Brown) é apenas uma mostra do que será apresentado nos 131 minutos da produção.

O protagonista e seu irmão Loki (Tom Hiddleston) se juntam na busca por Odin (Anthony Hopkins) e este reencontro – que será fundamental para a narrativa – acontece com a providencial ajuda do Dr. Stephen Strange / Doutor Estranho (Benedict Cumberbatch), que faz uma rápida participação.

A ação começa de fato quando a vilã Hela (Cate Blanchett mais uma vez mostrando que pode interpretar qualquer papel) consegue sair de seu exílio e decide tomar o poder de Asgard, com direito à destruição do icônico martelo Mjölnir – em cena já vista em um dos trailers oficiais.

Com uma considerável perda de poderes, Thor acabará em Sakaar, um planeta desconhecido onde a maior diversão se dá através de uma espécie de luta de gladiadores, que tem como comandante o exótico Grão Mestre (Jeff Goldblum). A estrela principal dessa atividade é o Incrível Hulk (Mark Rufallo), que parece ter subjugado de vez seu alter ego Bruce Banner e não está disposto a retomar a amizade da época dos Vingadores. A dupla de heróis é responsável por ótimas cenas.

Conseguir êxito em sua fuga, descobrir como lidar com a nova situação em que não pode mais contar com a ajuda do martelo, retornar a Asgard a tempo de confrontar Hela e impedir o tal Ragnarok do título. Dá para perceber que a agenda de compromissos de Thor não é das mais tranquilas.

Pelo time dos novos personagens, ainda há a guerreira Valquíria (Tessa Thompson), cuja importância deve aumentar em futuras sequências, e um dos coadjuvantes mais carismáticos dos últimos tempos, Korg (interpretado por Taika Waititi, que também está à frente da direção) – que já merece aparecer mais vezes em aventuras da Marvel.

Como destaques, impossível não citar o visual do longa. Repleto de cores e tomadas incríveis, sua exibição torna-se uma experiência diferente e atrativa. Para coroar a produção, ainda há uma trilha sonora tão eclética quanto eficiente, que vai de “Immigrant Song” (do Led Zeppelin) a “Pure Imagination”, tema de Willy Wonka em “A Fantástica Fábrica de Chocolate” (na versão original de 1971).

Entre as participações especiais, Stan Lee marca seu nome em mais um rápido, porém divertido momento e outras aparições surpresas também devem divertir o público. Vale lembrar ainda que há duas cenas adicionais: uma clara referência ao futuro do Universo Marvel e outra pouco necessária para concluir um arco apresentado no filme.

Poderoso e divertido, “Thor: Ragnarok” merece ser visto em tela grande. Corra para os cinemas.

por Angela Debellis

Filed in: Cinema

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