Crítica: “Todos por 1 – 1 Por Todos”

É seguro afirmar que “Os Três Mosqueteiros” seja uma obra com personagens reconhecidos mundialmente e com grande apelo até os dias de hoje, embora a criação de Alexandre Dumas tenha sido lançada há muitos anos, mais precisamente, em 1844.

Os protagonistas já estiveram presentes nas mais diversas produções e dessa vez podem ser vistos em “Todos por 1 – 1 Por Todos” (Tutti Per 1 – 1 Per Tutti), título que faz parte do 16º Festival de Cinema Italiano, cuja programação será disponibilizada a partir de hoje, 04 de novembro.

No longa dirigido por Giovanni Veronesi (que também escreve o roteiro junto a Nicola Baldoni e Giuilio Calvani), acompanhamos a saga de Antonio (Federico Ielapi), garoto que nutre uma inocente paixão por sua vizinha Ginevra (Sara Ciocca) que está de mudança. Em comum, a dupla tem a simpatia justamente pelo livro de Dumas, que servirá como referência para que se conte uma história muito agradável de se acompanhar.

A narrativa se passa através do olhar atento de leitor e pela imaginação infantil de Antonio, que transporta a frustração de seu primeiro amor para as páginas da obra, como se ele fosse Buffon, um jovem órfão – a quem chamam de Uno (em uma brilhante alusão ao “1” da memorável expressão que dá nome do filme  – e estivesse apaixonado pela filha da Rainha da Inglaterra, princesa  já prometida a um nobre em casamento futuro.

Sem a presença física de Aramis (voz de Sergio Rubini) – mas que segue tendo surpreendente representação e importância -, o trio formado por Athos (Rocco Papaleo), Portos (Valerio Mastandrea) e D’Artagnan (Pierfrancesco Favino) precisa decidir se permanece leal à Rainha Anne (Margherita Buy) da Áustria, em sua missão de zelar pela segurança da jovem Ginevra (Sara Ciocca) e sua mãe, a Rainha inglesa Enrichetta (Anna Ferzetti), ou se auxiliam na fuga dos jovens amantes.

Há vários momentos genuinamente divertidos no longa, em especial, os que dizem respeito à condição já não tão impecável dos físicos do trio. Trinta e cinco anos de trabalho ininterruptos cobraram seu preço através de problemas que o passar do tempo acaba impondo à grande maioria e, embora tal ação possa parecer até mesmo questionável, é fácil se pegar rindo das crises de labirintite de Athos, por exemplo.

Também há destaque para a enigmática Tom Tom (Giulia Michelini), uma espécie de vidente bastante caricata – na aparência e trejeitos -, cujas previsões precisam ser interpretadas de um jeito quase teatral, mas que acabam sendo úteis de alguma maneira.

Cabe ainda destacar os improváveis e engraçados encontros dos mosqueteiros com outra figura icônica: Cyrano (Guido Caprino), que estão entre os melhores momentos da comédia.

Vale a pena conferir.

por Angela Debellis

 

Filed in: BD, DVD, Digital

You might like:

Crítica: Quando o Demônio chama” Crítica: Quando o Demônio chama”
HBO Max: Três primeiros episódios de “Pacificador” já estão disponíveis na plataforma HBO Max: Três primeiros episódios de “Pacificador” já estão disponíveis na plataforma
A sala mais “very porreta” do Brasil chegou ao Escape Time A sala mais “very porreta” do Brasil chegou ao Escape Time
“Pânico”: Confira novo vídeo com o elenco original “Pânico”: Confira novo vídeo com o elenco original
© 0182 AToupeira. All rights reserved. XHTML / CSS Valid.
Proudly designed by Theme Junkie.