Crítica: “Tom & Jerry – O Filme”

No ano em que completa 81 anos de existência, uma das duplas mais bacanas das animações criadas por William Hanna e Joseph Barbera, tem novamente (e com toda justiça) os holofotes sobre si, com a chegada de “Tom & Jerry – O Filme” (Tom & Jerry) aos cinemas.

Ao mesclar, com extrema eficiência, técnicas de animação clássica ao live-action com um elenco real, o longa dirigido por Tim Story consegue entregar um resultado que deve facilmente ganhar a atenção do público que busca por um bom título para assistir com a família.

A trama escrita por Kevin Costello se passa em Nova York e mostra a icônica dupla formada por Tom (o gato) e Jerry (o rato) em plena ação para garantir uma estadia – gratuita, é claro – em um renomado hotel da cidade.

Para isso, passarão por vários momentos hilários, contando com os mais clássicos elementos da obra original – sejam personagens, sons ou ações rotineiras – o que faz com que seja muito válido procurar por mais do que os muito bem servidos Easter Eggs.

Um dos maiores acertos da produção é a escolha por mostrar todos os animais da história – de uma minúscula aranha a um imenso elefante – em forma de animação. Isso dá uma inesperada veracidade aos personagens que interagem de maneira bastante natural com os humanos em cena. Também cabe dizer que a manutenção do fato da dupla protagonista não ter falas (com exceção feita a uma única cena), precisando se comunicar através de gestos e desenhos – como já visto há décadas – é uma excelente decisão.

Por falar em humanos, há de se destacar que, no geral, o elenco parece muito confortável em seus papéis. Chloë Grace Moretz dá vida à Kayla, uma garota cheia de personalidade e sonhos, que ainda não teve a chance de mostrar seu potencial. Até que consegue um trabalho temporário no hotel em que a narrativa acontece, como parte da equipe responsável pela cerimônia do chamado “Casamento do Século”, de Preeta (Pallavi Sharda) e Ben (Colin Just), duas celebridades da Internet.

O local é gerenciado por Terence (o sempre divertido Michael Peña), que não vê com bons olhos a chegada da jovem e não fará nenhum esforço para ajudá-la em suas funções. Os melhores momentos de seu personagem são os passados com elementos animados, em especial com um clássico que provocou vários sorrisos nostálgicos quando apareceu em tela pela primeira vez.

Existe uma simplicidade no roteiro que faz com que tudo flua de maneira muito agradável. E, embora seja fácil imaginar o que vai acontecer, eu, como espectadora veterana das aventuras de Tom & Jerry, me peguei torcendo e vibrando da mesma maneira de quando era apenas aquela  menininha em frente à televisão, que acompanhava repetidas vezes as reprises dos desenhos – que, felizmente, ainda podem ser vistos quando o coração pede por boas lembranças imediatas de infância.

“Tom & Jerry – O Filme” chega oficialmente aos cinemas brasileiros em 18 de fevereiro, mas, a partir de hoje (11 de fevereiro), já é possível encontrar sessões disponíveis em algumas redes.

Vale muito a pena conferir!

por Angela Debellis

*Título assistido em Cabine de Imprensa promovida pela Warner Bros. Pictures.

Filed in: Cinema

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