Crítica: “Ultraman Geed – O Filme”

Ultraman é uma das mais antigas franquias televisivas japonesas tendo começado nos anos 1960 e se estendendo até os dias de hoje, compreendendo 32 séries, além de vários filmes, mangás, e animações. A franquia segue a história dos guerreiros Ultra, habitantes da Nebulosa M78, que vêm ao planeta terra defendê-lo de todo tipo de invasão alienígena ou extradimensional.

Ultraman Geed é um dos mais novos membros desta família. Diferente dos demais, ele não foi enviado à Terra originalmente para defendê-la, mas se torna seu defensor, quando os seguidores de seu pai, o vilão Ultraman Belial, tentam destruí-la. Durante a série, o herói também conta com a ajuda de Ultraman Zero, o filho de Ultraseven, um dos primeiros guerreiros Ultra a visitar nosso planeta – sendo a segunda série televisiva da saga.

“Ultraman Geed – O Filme” é a nova aventura de Geed enquanto protege a Terra do ataque de Gillvalis, uma inteligência artificial que pretende extinguir a vida inteligente do universo. Para isso, o herói precisará encontrar e usar o artefato conhecido como “Aço Vermelho”, a única coisa que pode destruir a Inteligência Artificial e seus robôs. O objeto foi escondido em nosso planeta há milhares de anos, e é o motivo do vilão ter posto os olhos neste.

O filme contém todos os elementos típicos da série Ultra: uma história mirabolante, com morais de esperança e pureza de coração; brigas de monstros gigantes; protagonistas atrapalhados, mas dedicados e corajosos; uma organização de defesa terráquea que apoia o guerreiro Ultra; além do próprio Ultraman da vez. Para os fãs de tokusatsu, e em particular da franquia, será um prato cheio, ainda mais que além de Geed, outros dois guerreiros ultras aparecem como coadjuvantes: Ultraman Zero e Ultraman Orb, além das pontas de outros de séries anteriores, como Seven e o original.

Um ponto em que o longa se dá bem é nas lutas. Sejam elas as batalhas épicas entre os robôs gigantes e os Ultramen, ou menores como uma briga de bar, as coreografias estão muito divertidas, e super acrobáticas. Outro ponto interessante são os designs dos monstros, que ainda que reminiscentes de Mechagodzilla, têm personalidade própria, um exemplo disso é a vocalização com som de coral.

Por sua vez, o filme tem dois problemas aqui no Brasil. O primeiro é que não há tanto público para tokusatsus aqui, sendo que a mais preponderante série deste gênero é uma adaptação americana de um original japonês – Power Rangers. O segundo é que a própria franquia Ultra faz anos que não tem uma série trazida para cá, mesmo a que serve de base para a produção, o que fará com que facilmente se perca na história.

Ainda assim, “Ultraman Geed – O Filmejos” é divertido. Com lutas épicas e bem coreografadas, uma comédia boa e nada apelativa, e um guerreiro Ultra novo, vai divertir quem gosta de tokusatsus, e de Ultraman.

por Ícaro Marques – especial para A Toupeira

Filed in: BD, DVD, Digital

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