Crítica: “Velozes & Furiosos 9”

Parece não haver sentido no fato de começar a acompanhar, seja lá o que for, a partir de seu nono capítulo. Pois, em 20 anos, desde o lançamento do primeiro “Velozes & Furiosos”, eu nunca havia sentido a menor vontade de saber mais sobre suas histórias. Até agora.

Com a estreia de “Velozes & Furiosos 9” (F9 The Fast Saga), pude perceber que há muito mais do que eu imaginava permeando a narrativa. Sim, minha impressão inicial de que quase tudo gira em torno de carros de corrida e explosões, ainda permanece, mas também é importante ressaltar o quanto isso pode ser bacana – tanto para quem já conhece esse universo há tempos, quanto para quem adentra nele pela primeira vez.

A trama mostra um inesperado reencontro entre os irmãos Dominic (Vin Diesel) e Jakob Toretto (John Cena), com direito a muitas explicações obtidas através de flashbacks. Para que a ação seja iniciada, é claro que eles estão em lados opostos, com o mais novo da dupla trabalhando como espião em uma missão para conseguir um dispositivo que teria poder o suficiente para destruir o mundo. Clichê? Sim, Funciona? Sem dúvidas.

Embora eu tivesse quase nenhum conhecimento sobre os personagens, é fácil perceber como acontece a dinâmica de cada um e como todos são, a seu modo, importantes para que o grupo tenha êxito – não importa a dimensão do que é visto é tela e, acredite: há muitos ‘absurdos’ que, justamente por terem essa característica inverossímil (e nenhuma pretensão de servir como documentário científico sobre gravidade ou probabilidades de morte em acidentes graves), servem como excelente combustível para a diversão do público.

Como espectadora iniciante, não tenho apego emocional a nenhum personagem (e olha que isso não falta na produção!), mas, escolhi como meus favoritos os divertidíssimos Roman Pearce (Tyrese Gibson) e Tej Parker (Ludacris), que dão show em todas suas cenas juntos.

Também vale destacar que são bem claros os momentos de homenagens que, sem intenção de mudar o rumo proposto, conseguem desacelerar um pouco e falar sobre assuntos mais emocionais, como a união familiar celebrada desde o início da toda trajetória cinematográfica (mesmo que “família”, não envolva, necessariamente, laços de sangue).

Há detalhes que serão mais bem aproveitados por fãs prévios, como em toda franquia que se preze e que oferece agrados a quem já a acompanha. Assim como as participações de várias figuras vistas nos filmes anteriores e que, tal qual a cena adicional exibida nos créditos finais, dão uma ideia do que esperar na última aventura programada para chegar dividida em duas partes aos cinemas.

Com efeitos visuais e sonoros muito eficientes, este é o quinto título da saga dirigido por Justin Lin (que também é responsável pelo roteiro ao lado de Daniel Casey), e acredito que a experiência de ver o resultado final seja bem mais interessante quando aproveitada na maior tela possível.

No geral, “Velozes & Furiosos 9” é uma ótima opção qualquer um que quiser passar 145 minutos em que a única preocupação será: “Como eles (elas) fizeram isso?” – questionamento que eu tive em várias sequências, mesmo que a resposta seja o que menos importa na busca pelo entretenimento oferecido.

Vale a pena conferir.

por Angela Debellis

*Título assistido em Cabine de Imprensa promovida pela Universal Pictures.

Filed in: Cinema

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