Crítica: “Ventos da Liberdade”

É provável que para boa parte do público que acompanha títulos de suspenses cujo tema central gira em torno da Guerra Fria, a imagem mais comum – e talvez a primeira que vem à mente quando se pensa neles – seja a mais tradicional que envolve a participação de espiões lutando em grandes metrópoles e laboratórios secretos pela posse de algum tipo de superarma.

A trama da produção alemã “Ventos da Liberdade” (Ballon), que chega ao Brasil distribuída pela A2 Filmes, se passa na cidade de Thüringer. A obra surpreende ao tomar outro rumo e seguir em outra direção, ao narrar a história real de duas famílias simples da Alemanha oriental fugindo da ditadura de seu país nos final dos anos 1970.

Esse microsmo mantém a tensão por toda a duração do longa com múltiplos questionamentos: como uma família normal poderia escapar da vigilância governamental, como lidar com a paranoia contínua em que qualquer gesto diferente pode ser interpretado como transgressão, como adquirir coragem de largar tudo o que se construiu por anos para buscar vida nova do zero, como fazer isso lidando com crianças de variadas idades?

Trazendo um tema ainda atual, o longa dirigido e roteirizado por Michael Bully Herbig nos brinda com um jogo de gato e rato embalado numa estética diferente das paisagens alemãs e com uma trilha sonora que amplifica continuamente a sensação de perseguição ao longo da narrativa.

O filme perfeito pra quem quer uma boa reflexão sem perder o leque de emoções de uma aventura cinematográfica.

por Luiz Henrique Fernandez – especial para A Toupeira

Filed in: Cinema

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