Crítica: “Wolfpack – Unidade de Combate”

“Wolfpack – Unidade de Combate” (Meteler / The Wolf Pack) é uma produção turca de 2019, do gênero bélico. É um relato das atuações de uma unidade do exército da Turquia, fazendo um percurso histórico desde 2009 até anos recentes e passando por diversos lugares.

O inimigo é o ISIS, aquele grupo que foi tristemente famoso, mencionado quase sempre como “os terroristas”, e o ponto de vista apresentado é o próprio dos militares e da televisão daquele país.

Em matéria especificamente cinematográfica, já desde a primeira cena, percebe-se uma fotografia bastante cuidadosa e, principalmente, música original muito pertinente (de um, para nós desconhecido e só com trabalhos prévios, quase que exclusivamente em documentários, Feridum Emre Dursun).

Atores e atrizes levam adiante uma tarefa bastante intensa. Em geral, sóbria, embora sem grandes destaques. O protagonista (Gökhane Mumcu) é o chefe de Metelor, um grupo de nove militares muito bem treinados e com experiência em enfrentamentos contra indivíduos decididos, armados, porém sem suficiente bagagem bélico.

Sendo desconhecedores de locais, situações, sem muitos elementos extracinematográficos para avaliar externamente o relato, isso nos dá uma perspectiva quase fenomenológica. Podemos nos concentrar no filme sem interferências para assisti-lo e avaliá-lo.

Assim, o saldo resulta equivalente ao que teríamos quando o fazemos com uma produção estadunidense, da Europa ocidental ou da América Latina. Equivalente não significa igual, então, ver um filme dessas origens, resulta-nos familiar. Já da Turquia, não é tão comum por aqui…

Os elogios excessivos do exército estadunidense, por exemplo, ao combater os nazistas, os nativos desse continente ou os vietnamitas ou coreanos, ambos do Norte, etc., podem nos chocar ou provocar eventualmente alguma rejeição, mas resultam próximos.

Ora, estar diante de uma perspectiva turca tem similitudes com as antes mencionadas, porém também tem algumas diferenças: idioma, modo de se comportar as personagens, descrição de algumas situações, etc.

O resultado pode ser ambíguo: “Wolfpack – Unidade de Combate” tem muito já visto em tantos outros filmes, e tem algumas variantes sobretudo culturais e até de relato cinematográfico.

Pode agradar àqueles que gostam de filmes bélicos e não se estranham diante das antecipadas diferenças de idioma ou gestualidade dos atores e do relato em geral.

por Tomás Allen – especial para A Toupeira

*Título assistido via streaming, a convite da A2 Filmes. Disponível no Now, Looke, Vivo Play, Apple TV, Microsoft e Google Play.

Filed in: BD, DVD, Digital

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