Direto da Toca: Estivemos na Coletiva de “Planeta dos Macacos: A Guerra” com Andy Serkis

Mundialmente aclamado por dar vida a personagens icônicos no cinema como Gollum (da franquia “O Senhor dos Anéis”), Capitão Haddock (em “As Aventuras de Tintim”), King Kong (na produção de 2005) e Líder Supremo Snoke (em “Star Wars: O Despertar da Força” e ainda esse ano em “Star Wars: Os Últimos Jedi”), Andy Serkis está no Brasil para divulgar seu mais recente trabalho.

O ator (e agora diretor) britânico volta ao papel de César em “Planeta dos Macacos: A Guerra”, terceira parte da nova franquia iniciada em 2011, que mostra uma realidade em que macacos tornam-se tão racionais quanto os seres humanos.

Na Coletiva de Imprensa que aconteceu após a exibição do filme para os jornalistas na sala temática da Rede Cinemark, Andy foi de uma simpatia singular. Visivelmente disposto a responder todas as questões, deu um show de profissionalismo que animou os presentes.

Quando perguntado sobre a importância do uso de Motion Capture (a Captura de Movimentos utilizada para dar vida aos macacos do filme), afirmou que esta é apenas uma tecnologia e não uma forma de interpretação. Que no final, o que deve ser válido é a entrega de cada ator ao personagem. E foi firme ao mostrar seu descontentamento quanto ao fato de nenhuma premiação do cinema dar crédito a quem realiza esse tipo de trabalho.

Sobre o tema principal da narrativa, resumiu em uma palavra: “Empatia”. Disse que é um perigo quando os seres humanos a perdem, seja no âmbito pessoal ou global e que a mensagem é significativa e emotiva, afinal, são quase 50 anos desde a criação da franquia original, que conta histórias clássicas sobre a condição humana e como podemos nos salvar.

O ator declarou que não há mocinhos ou vilões no filme, que o que existem são áreas de cinza, com humanos e macacos agindo de maneira dúbia. Sobre o que vai atrair o público para as salas de cinema, afirmou que é a história em si, que além de não ter nada de previsível, ainda serve para ensinar a enxergar o próximo sem julgamento.

Para a pergunta sobre a evolução da mente de César, a resposta foi de que no primeiro longa, ele via o personagem como um humano na pele de um macaco, uma espécie de criança prodígio. No segundo, o protagonista torna-se um líder que todos respeitam e para criar essa postura, Andy se inspirou em líderes reais, entre eles, Nelson Mandela. Neste terceiro capítulo, a história deixa de ser exterior para tornar-se mais interna e ele foi de encontro ao personagem como um guia para a plateia.

Muito foi falado sobre a tecnologia, as cada vez maiores possibilidades de se criar movimentos e imagens realistas (é nítida a evolução nos três filmes). Ele explicou o processo do Motion Capture, que se antes era necessário repetir em estúdios específicos, as cenas gravadas nos cenários, agora já é viável a realização de filmagens únicas até mesmo em ambientes externos.

Ainda sobrou espaço para elogiar o trabalho do diretor Matt Reeves e do ator/comediante Steve Zahn que interpreta “Macaco Mau” um dos mais carismáticos personagens da saga, e para afirmar que, se convidado, gostaria de voltar em prováveis filmes futuros por amar este universo.

“Planeta dos Macacos: A Guerra” chega aos cinemas brasileiros na próxima quinta-feira, 03 de agosto, data em que você confere nossa Crítica Completa.

Crédito das fotos: Angela Debellis. Clique nas imagens para ampliá-las.

   

   

  

por Angela Debellis

Filed in: Cinema, Direto da Toca

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