Direto da Toca: Opiniões finais sobre o Big Festival (Brazil’s Independent Games Festival)

Essa semana, durante os dias 26 a 30 de junho, junto ao site A Toupeira, pude participar de uma das maiores feiras dedicadas aos videogames independentes da América Latina, o Big Festival. O evento, em sua 7ª edição, contou com a participação de 358 empresas, sendo elas desenvolvedoras, publishers, e investidoras. As desenvolvedoras também puderam expor seus games para o público e futuros investidores poderem conhecer seu produto. Além disso, o Big Festival entregou sua tradicional premiação a vários estúdios.

O Big Festival tem como foco incentivar e alavancar a cena indie, principalmente brasileira. Para isso, conta com uma considerável rodada de negócios, em que as desenvolvedoras puderam expor seu pitch de negócios e videogames às suas futuras publishers e investidoras. E e mesmo que não tenham fechado negócio com as empresas, puderam receber um feedback de empresas mais experientes no mercado, incluindo grandes nomes já ligados ao mercado indie como Humble Bundle, e a Microsoft, a qual tem um investimento considerável nesta área.

Além da rodada de negócios, o Big Festival contou com várias palestras e bate-papos muito atrativos para quem é ligado aos jogos indie, tanto aqueles que estão envolvidos diretamente com a produção e desenvolvimento de jogos, como para o público em geral, e até mesmo para jornalistas, com duas palestras focadas diretamente ao jornalismo de games.

É necessário ressaltar um ponto: as palestras em sua maioria foram de grande qualidade e utilidade, muito bem feitas e selecionadas. O mais interessante é notar que o foco não era só no lado artístico, mas também na questão comercial, e até mesmo em aspectos sociais da questão dos jogos indie, oferecendo um panorama vasto para quem se interessou em acompanhar o evento.

Para ajudar na projeção dos jogos, o Big Festival trouxe a exposição dos finalistas do prêmio desta edição do evento. Além disso, mais de 20 empresas que não participaram ou não foram selecionadas para as finais da competição também puderam expor seus jogos. Dois aspectos devem ser destacados: em primeiro lugar, a qualidade dos jogos indie, que mesmo sem apoio e investimento de grandes estúdios eram todos muito bons; em segundo lugar, a atenção público nos jogos, que não contou só com outros desenvolvedores, mas com fãs de games no geral, todos interessados em explorar e conhecer esses jogos.

Da parte organizacional do Big Festival, o evento estava bem organizado e os membros da equipe em sua maior parte conseguiam responder rapidamente às perguntas do público.

É importante notar que o evento mudou de lugar do Centro Cultural São Paulo para o Club Homs, e isso permitiu fazê-lo maior, ainda que o espaço dos auditórios tenha ficado em parte comprometido. No entanto, a rodada de negócios pode ter mais empresas participando, e um espaço maior de exposição para os games.

Por fim, o Big Festival é um referencial para o mercado dos videogames indie. E é obrigatório uma visita se você se interessa por esse tema, principalmente se é um desenvolvedor.

por Ícaro Marques – especial para A Toupeira

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