Direto da Toca: Resenhas dos livros da trilogia de contos de “Sherlock Holmes”

Um profissional – neste caso, mais especificamente, um autor – pode se sentir realmente orgulhoso de seu trabalho, quando suas obras permanecem em destaque após séculos de sua origem, e suas criações passam a ser sinônimos representativos dos assuntos que abordam em suas histórias.

Esse é o caso de Sir Arthur Conan Doyle e Sherlock Holmes. Considerado como referência no quesito investigação feita por detetives particulares, o nome do personagem criado pelo autor britânico é a associação mais óbvia e imediata que a maioria das pessoas – sejam leitores ou não – faz quando discorre sobre o assunto, mesmo após 133 anos de seu surgimento no primeiro conto publicado com seu protagonismo, “Um Estudo em Vermelho”.

A fim de celebrar a popularidade do detetive, a Editora Martin Claret tem em seu catálogo, diversos títulos dedicados a ele. Entre os quais, três coletâneas incríveis que trazem alguns dos mais famosos contos escritos por Conan Doyle:

As Aventuras de Sherlock Holmes

Ao longo de 400 páginas, o leitor é convidado a adentrar em 12 contos (originalmente publicados entre 1891 e 1892, na revista The Strand Magazine), que trazem à tona o lado mais aventureiro do detetive.

Entre eles, “Um Escândalo na Boêmia”, constantemente lembrado por fãs do personagem, por marcar a primeira aparição de Irene Adler – outra figura importante na mitologia de Sherlock. Inclusive, em outro conto da mesma edição, “As Cinco Sementes da Laranja”, ela é citada como a única mulher a ter derrotado o detetive.

A capa dura do volume conta com uma ilustração em verniz destacado na cor laranja da clássica lupa. A cor também está presente na lombada da obra e na parte interna – no início e no final da publicação, sendo parte do padrão apresentado pela trilogia lançada pela Martin Claret.

Memórias de Sherlock Holmes

Lançada originalmente em 1894, esta segunda coletânea de 440 páginas, traz como conteúdo 11 contos originalmente publicados na The Strand Magazine – entre 1892 e 1893 – que abrangem casos solucionados por Sherlock Holmes e seu fiel assistente, Dr. John Watson.

Entre eles, dois de meus favoritos: “O Ritual Musgrave”, que envolve um caso misterioso da juventude do detetive que inclui um estranho ritual praticado pela família de Reginald Musgrave, um de seus colegas de faculdade.

E, aquele que pode ser considerado uma unanimidade entre os fãs, “O Problema Final” (de 1893), que, como o próprio título sugere, é o caso que, supostamente encerraria a carreira de Sherlock, após a decisão de Conan Doyle de matar o personagem – resolução esta que seria revogada, dada à repercussão negativa entre a legião de leitores indignados, incluindo a própria mãe do autor.

Vale lembrar que o mesmo conto ficou marcado por apresentar o grande vilão da saga literária, Professor Moriarty, cuja inteligência, para muitos, pode ser equiparada a do protagonista. Embora tenha aparecido apenas nesta história, seu nome alcançou grande e merecida popularidade.

A ilustração da capa dura deste volume traz o icônico cachimbo, representado na cor rosa em verniz destacado. A cor também está presente na lombada e na parte interna – no início e no final da publicação, sendo parte do padrão apresentado pela trilogia lançada pela Martin Claret.

A Volta de Sherlock Holmes

A terceira coletânea de 440 páginas é composta por 13 contos publicados na The Strand Magazine entre 1903 e 1904 e teve sua primeira publicação em volume único em 1905.

A história que abre a publicação, como já era de se esperar, marca o retorno de Sherlock Holmes, após os acontecimentos narrados em “O Problema Final” e a volta atrás de Conan Doyle, que havia desistido de dar continuidade às aventuras de seu mais ilustre personagem.

Em “A Casa Vazia”, acompanhamos o regresso do detetive, depois de dois anos dado como morto, sob a justificativa de que pretendia enganar seus potenciais inimigos a fim de manter-se vivo, após a resolução de tantos casos que colocaram inúmeros malfeitores atrás das grades.

A tal casa do título é mais um ardil de Holmes que mostra que, passado o período conhecido como “O Grande Hiato”, sua sagacidade e inteligência ainda fazem a diferença e o colocam acima de muitos.

O terceiro e último volume da coletânea lançada pela Editora Martin Claret traz como destaque em sua capa dura, a silhueta de Sherlock Holmes, uma das ilustrações mais famosas e identificáveis do mercado literário. O desenho em verniz destacado em azul, mantém a cor na lombada, assim como na parte interna – no início e no final da publicação.

São edições maravilhosas, que englobam o que há de melhor na obra de Sir Arthur Conan Doyle. Além do conteúdo de qualidade, os volumes são visualmente atrativos e merecem um lugar de honra em sua estante de livros.

por Angela Debellis

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