Diretor de “O Menino e o Mundo” revela segredos da animação com uso de ferramentas da Adobe

O Brasil foi destaque na cerimônia do Oscar 2016 com “O Menino e o Mundo”, que concorreu na categoria Melhor Filme de Animação. Alê Abreu, diretor da animação brasileira, revelou alguns segredos de como a tecnologia o auxiliou no trabalho criativo, a partir do uso de ferramentas como a Adobe Photoshop CC e Adobe After Effects CC.

Entre as revelações, está a descoberta de um atalho que deu a possibilidade à equipe de ‘flipar’ os desenhos do filme. “Descobrimos um atalho no teclado no Photoshop que muda a visualização dos layers. Assim, o programa passou a nos apresentar os desenhos em movimento, diretamente do arquivo, e sem precisarmos recorrer aos seus plug-ins de animação”, detalha Alê Abreu. No meio cinematográfico especializado em animação, flipar é um jargão utilizado para definir a passagem em velocidade de imagens, conferindo a elas a percepção de movimento.

O Menino e o Mundo Adobe

Outra ferramenta utilizada foi a Adobe After Effects CC. Segundo Alê Abreu, o potencial do programa para edição e composição de imagens foi descoberto durante a produção de “Garoto Cósmico” (2007), outro longa de animação de sua autoria, para retocar cenas a cada frame do filme. Já o After Effects foi utilizado para outros ajustes e aplicações de efeitos. “Quando iniciamos ‘O Menino e o Mundo’, já sabíamos que esses dois programas seriam os principais”, destaca o diretor.

A animação foi toda realizada pelo Photoshop com o suporte de uma caneta digital. Em uma fase seguinte, a sequência de desenhos foi impressa em folhas sulfite e levadas a uma mesa de luz, onde as imagens eram trabalhadas de forma orgânica, com lápis de cor e giz pastel – o objetivo era oferecer textura e cor às caricaturas e cenários.

O Photoshop voltou à cena após a digitalização de toda a arte colorida. Nesta etapa, os assistentes de animação eram encarregados de reaproveitar o banco de texturas de cada personagem para compor a totalidade dos desenhos de cada cena. “Também usamos texturas digitais, criadas a partir da própria ferramenta. Mas tínhamos um objetivo claro, praticamente um dogma, de que não poderia parecer digital. A proposta era imaginar que a tela do computador era uma folha de papel”, observa Alê Abreu.

A última fase do processo de criação envolveu o After Effects. Todas as camadas editadas no Photoshop – com o cenário e as artes da animação – foram direcionadas para o programa de aplicação de efeitos com o objetivo de ajustes como câmera e composição final.

Para mais informações, visite www.adobe.com/br/.

da Redação A Toupeira

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