You are here: Home // Cinema // Crítica: “Uma Sexta-Feira Mais Louca Ainda”

Crítica: “Uma Sexta-Feira Mais Louca Ainda”

Existem experiências tão estranhas na vida, que é praticamente impossível que elas se repitam.   Pelo menos é nisso que acreditavam Anna e Tess, as protagonistas de “Uma Sexta-Feira Muito Louca”, filme de 2003, que passaram por uma experiência maluca de troca de corpos há 22 anos.

Após tanto tempo, mãe e filha se deparam com o improvável:  a troca acontece novamente, mas desta vez atingindo quatro pessoas ao invés de duas: Ana, Tess, Harper e Lily.  Parece que nos dois casos o fenômeno é causado pela total falta de habilidade das personagens em lidar com conflitos nos relacionamentos entre si.

A chegada aos cinemas de “Uma Sexta-Feira Mais Louca Ainda” (Freakier Friday), após tanto tempo, gera certa expectativa nos fãs do primeiro filme, afinal a comédia marcou a vida de muitas adolescentes por abordar o conflito de gerações de forma leve e divertida, sendo que uma continuação poderia não agradar tanto quanto naquela época.

Nesta nova aventura, Anna Coleman (Lindsey Lohan) é mãe solo de Harper (Julia Butters), uma adolescente amante do surf, e ambas contam com a participação ativa da mãe-avó Tess (Jamie Lee Curtis).

As três vivem momentos específicos de suas vidas: Anna é uma produtora musical, que lida com o stress dos artistas que agencia; Tess tenta ressignificar a carreira como Doutora Coleman, realizando podcasts sobre a profissão; e Harper enfrenta os desafios típicos da idade na escola, onde encontra um desafeto em especial: Lily Davies, interpretada por Sophia Hamons.

O conflito entre Harper e Lily chega ao extremo, envolvendo praticamente todo o colégio, quando os pais são chamados pela direção para resolver a questão.  Ao se encontrarem, Anna e o pai de Lily, Eric Davies (Manny Jacinto) se apaixonam instantaneamente, e após alguns meses resolvem se casar. Está criada a confusão, pois Harper e Lily não se conformam em se tornar “irmãs”, e nenhuma das duas está disposta a se mudar de cidade para compor a nova família. Ao mesmo tempo Anna e Tess também passam a se desentender por conta do conflito das meninas.

Como no primeiro longa, um “feitiço” provoca a mudança de identidades: Anna troca de corpo com Harper, ao mesmo tempo que Tess troca com Lily.  A partir disso, as quatro envolvem-se nas mais inusitadas situações, enquanto tentam retornar aos corpos originais.

A fórmula é idêntica à vista antes e prova ser eficiente em prender a atenção do espectador e fazer com que ele torça pelas quatro. Os méritos de “Uma Sexta-Feira Mais Louca Ainda” estão em manter praticamente todos os personagens e atores de seu antecessor, agora repaginados, e ainda incluir novas figuras sem perder o dinamismo original.

Assim, Lindsay e Curtis brilham, interpretando de forma impagável as adolescentes em corpos de mulheres maduras. As novatas Butters e Ramons se integram bem à nova trama, como se tivessem feito parte da primeira, e cumprem bem seus papéis de pessoas experientes em corpos jovens. Manny Jacinto esbanja simpatia como Eric e Mark Harmon cumpre sua parte na pele do sempre compreensivo Ryan, marido de Tess.

Nessa missão de manter todos os antigos personagens, Chad Michael Murray reaparece como Jake, mesmo que não tivesse nada a ver com a história, reacendendo antigas emoções e rendendo excelentes tiradas de humor na interação com Harper e Lily nos corpos de Anna e Tess.

Outro destaque é a participação de Maitreyi Ramakrishnan como Ella, a quem coube o incentivo ao reencontro da antiga banda de Rock que Anna participava, Pink Slip, inclusive revivendo o hit  inesquecível, “Take Me Away”, composição original para o primeiro filme.

Vale muito a pena assistir a “Uma Sexta-Feira Mais Louca Ainda” para os fãs e para os que nem sabem do que se trata, afinal, além de divertida, a produção consegue manter o ritmo o tempo todo, os atores são carismáticos e a história fala com propriedade sobre amor, família, relacionamentos, assim como nos lembra de algo muito importante na vida: o quanto importa nos colocarmos no lugar do outro.

por Jociane Miranda – especial para A Toupeira

*Título assistido em Cabine de Imprensa promovida pela Walt Disney Studios Br.

comment closed

Copyright © - 2008 A Toupeira. Todos os direitos reservados.